Pouco mais de duas semanas após a confirmação do rebaixado do Cuiabá à Série B, o presidente do clube, Cristiano Dresch, quebrou o silêncio e revelou que tem responsabilidade pela queda da equipe mato-grossense, citando motivos como a demora na escolha de um treinador após a a saída do António Oliveira para o Corinthians e poucas contratações na segunda janela de transferências.
“Um clube como o Cuiabá é visto como um trampolim pelos atletas e treinadores. Pela primeira vez, a gente virou ano com um treinador. António Oliveira fez a melhor campanha do Cuiabá na Série A, mantivemos o técnico, fizemos um projeto de elenco desenhado em cima do trabalho do António Oliveira. No início de fevereiro, acabamos perdendo ele para o Corinthians. A reposição de um treinador foi o grande problema que eu tive, demorei muito para contratar um técnico, conseguimos contratar um treinador português novamente, Petit, que não se adaptou à rotina do futebol brasileiro. Foram casos inéditos que eu tive aqui, no mesmo ano, dois treinadores pediram demissão. Acredito muito que se o Petit tivesse continuado, a gente teria conseguido, mas isso são águas passadas”, disse Cristiano ao Podcast “Dinheiro em Jogo”, do Globo Esporte.
Fora isso, o mandatário admitiu que não explorou o mercado da bola da forma necessária durante a segunda janela de transferências entre 10 de julho a 2 de setembro. Na ocasião, o clube perdeu os atacantes Deyverson e Luciano Gimenez, o zagueiro Alysson e o lateral Rikelme. Em contrapartida, a diretoria trouxe apenas p meia Gustavo Sauer, que estava encostado no Botafogo.
“Nosso rebaixamento não é por falta de dinheiro. Nosso rebaixamento, eu assumo a responsabilidade, foi da gestão que é minha. O Cuiabá tem dois donos, mas a gestão é minha, eu tomo as decisões e eu errei. Mas é óbvio que, tendo mais dinheiro, por exemplo, numa janela de transferências que a gente teve no meio do ano, qual foi a nossa postura? Tirar o pé para não contratar, talvez errar e chegar agora com um fluxo de caixa muito pior do que a gente tem hoje. A questão do caixa na janela de transferências, que a gente não tinha condições de trazer e investir em contratações. Eu acabei preferindo tirar o pé do acelerador nem que o clube caia, mas não vai cair endividado”, concluiu.
O Dourado encerrou a temporada sendo campeão mato-grossense, eliminado na Copa Verde, Copa do Brasil e Sul-Americana, e ficando no último lugar da Série A do Campeonato Brasileiro.
O elenco entrou de férias na última segunda-feira (09) e se reapresenta no dia 06 de janeiro. O Dourado volta a campo no dia 11 de, quando enfrenta o Operário-VG, pela estreia do Campeonato Mato-grossense.