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7 em cada 10 adolescentes dizem que os pais não respeitam sua privacidade online

Uma pesquisa realizada no Reino Unido revelou que 71% dos jovens entre 12 e 16 anos acreditam que seus pais não respeitam sua privacidade nas redes sociais. Eles relatam sentimentos de vergonha, frustração e falta de controle sobre o que é publicado a seu respeito — desde fotos da infância até situações consideradas constrangedoras. Quase 40% desses adolescentes afirmaram já ter passado por momentos em que os pais compartilharam imagens que consideraram vergonhosas.

Essa realidade é reflexo direto de uma prática cada vez mais comum: o sharenting.

O termo vem da junção das palavras share (compartilhar) e parenting (criação dos filhos), e se refere ao hábito de pais e mães que compartilham, de forma frequente ou excessiva, imagens, vídeos e informações sobre seus filhos nas redes sociais.

Um estudo publicado recentemente na Revista Bioética trouxe essa questão para o centro do debate. Afinal, até que ponto os pais têm o direito de expor seus filhos nas redes sociais?

Como a exposição nas redes sociais afeta crianças e adolescentes

Embora muitas vezes pareça inofensivo — ou até carinhoso —, o sharenting tem gerado discussões éticas e psicológicas por causa dos impactos que provoca em crianças e adolescentes, que geralmente não consentem com essa exposição.

A pesquisa cita uma série de estudos que mostram como essa prática pode comprometer o desenvolvimento da identidade, da autoestima e até da autonomia dessas crianças, que crescem sem poder decidir como desejam ser vistas pelo mundo.

Muitos relatam sentir-se constantemente invadidos ao verem suas imagens circulando pela internet — muitas vezes em momentos íntimos, vulneráveis ou embaraçosos.

A situação se agrava quando consideramos que o sharenting pode criar um “arquivo digital permanente”, que acompanha a criança por toda a vida. Mesmo que os pais excluam conteúdos antigos, a lógica das redes sociais — com capturas de tela e compartilhamentos — faz com que essas imagens continuem circulando fora do controle da família. Esse histórico pode afetar desde relações pessoais até oportunidades acadêmicas e profissionais no futuro.

Outro ponto destacado pelo estudo é o impacto na forma como a criança se enxerga. Muitas vezes, elas são tratadas como personagens ou “mini celebridades” online, o que reforça uma identidade criada por terceiros — geralmente baseada em um ideal de felicidade, beleza ou superação, e não na realidade. Isso pode gerar uma desconexão emocional e afetar a forma como ela se relaciona com sua própria imagem e individualidade.

Sharenting e vaidade digital: o que motiva os adultos a compartilhar?

O estudo mostra que muitos pais enxergam os filhos como extensões de si mesmos e, ao compartilhar momentos da infância nas redes, estão na verdade construindo sua própria imagem como pais dedicados, presentes, divertidos ou bem-sucedidos. Esse comportamento é incentivado pela lógica das redes sociais, que valoriza curtidas, comentários e engajamento — especialmente quando o conteúdo envolve crianças.

Em muitos casos, mães relatam sentir-se pressionadas a mostrar que estão “dando conta” da maternidade.

Para algumas, o sharenting se torna até uma ferramenta de trabalho, como acontece com as chamadas mum influencers, que ganham visibilidade (e parcerias comerciais) ao compartilhar a rotina com os filhos. Nesse cenário, a linha entre afeto e autopromoção pode se tornar tênue — e quem paga o preço dessa exposição são as crianças.

E você? Já parou para pensar quantas crianças têm sua privacidade exposta nas redes sociais todos os dias? Conhece alguém que faz isso? Na sua opinião, esse comportamento é inofensivo ou ultrapassa os limites éticos?

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