O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou publicamente a decisão de algumas escolas da rede municipal de suspenderem as aulas nesta quinta-feira (17), data que não consta como feriado no calendário oficial da capital. Apenas a Sexta-Feira Santa (18) e o Dia de Tiradentes (21) são feriados reconhecidos no calendário municipal de 2025.
Segundo o prefeito, a suspensão das atividades foi decidida por conselhos escolares com base em uma autorização concedida pela antiga gestão da Secretaria Municipal de Educação, durante o período de transição administrativa entre o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e sua equipe.
Nas redes sociais, Abilio afirmou que a atual gestão não teve tempo hábil para revogar a decisão anterior, mas classificou a medida como um “aproveitamento” do momento de troca de comando.
“Algumas escolas, por decisão de seus conselhos escolares, definiram que não teriam aula, mesmo sem que o dia 17 fosse feriado ou ponto facultativo. Isso foi decidido no fim do ano passado, antes da troca de diretores. Infelizmente, algumas unidades se aproveitaram da transição para decretar a folga”, disse.
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (16), o prefeito reforçou a crítica e reconheceu que houve falha da nova gestão ao não revisar as autorizações herdadas. Ele também destacou que a rede municipal já teve o início do ano letivo prejudicado, com uma semana de atraso devido a problemas estruturais.
“Já começamos o ano com atraso, perdendo uma semana de aulas, e ainda mantiveram essa emenda de feriado na quinta-feira. Isso não faz o menor sentido”, pontuou.
Irritado com a situação, Abilio garantiu que o caso não se repetirá em 2026. Ele afirmou que irá rever o processo de elaboração do calendário escolar e dificultar concessões de folga fora dos feriados oficiais.
“Vamos corrigir isso. No próximo ano, situações como essa não vão mais acontecer”, assegurou.
Como funciona o calendário escolar
O prefeito também explicou como é elaborado o calendário das escolas municipais. De acordo com ele, a Secretaria de Educação propõe inicialmente um cronograma, que é encaminhado para os conselhos escolares de cada unidade. Esses conselhos podem sugerir alterações, que retornam à Secretaria para avaliação final — com poder de veto ou aprovação.
Segundo Abilio, a proposta de folga no dia 17 de abril partiu do sindicato da categoria, que influenciou a decisão de parte das escolas.