Durante audiência realizada nesta quinta-feira, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), anunciou que irá solicitar ao governador Mauro Mendes (União Brasil) a abertura de uma investigação formal para apurar o vazamento de informações sigilosas de uma operação conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
A operação, segundo revelou reportagem do portal UOL, investigaria supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares, com a suspeita de sobrepreço na compra de kits agrícolas distribuídos em período eleitoral. O inquérito indicaria que 14 deputados estariam sob apuração.
A divulgação do caso gerou mal-estar no Legislativo estadual, especialmente pelo caráter sigiloso da investigação. “Essas informações não deveriam ter sido expostas publicamente, ainda mais sem conclusões oficiais”, apontou Max Russi, durante a audiência que teve como tema o relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE), base parcial das apurações.
O controlador-geral do Estado, Paulo Farias, participou da reunião para esclarecer o conteúdo do documento da CGE. Segundo ele, “o relatório não cita nomes de parlamentares nem apresenta valores relacionados diretamente às emendas”, em contradição ao que foi noticiado no inquérito.
A diferença entre os dados oficiais e o material revelado à imprensa reforçou o pedido de Max Russi para que o Executivo promova uma apuração interna. O objetivo, segundo o parlamentar, é identificar como informações protegidas por sigilo legal foram divulgadas e se houve possível uso político do inquérito em andamento.