Com uma ficha criminal digna de quem dedicou a vida ao crime, Luis Cesar Santos, de 65 anos, morreu em confronto com a Polícia Civil na tarde desta terça-feira (15), no bairro Sayonara, em Campo Grande. Luis Cesar já havia sido condenado a mais de 120 anos de prisão, ainda a cumprir, decorrentes de 19 ações penais por crimes como roubo e latrocínio (roubo seguido de morte).
O paradeiro do foragido foi descoberto por investigadores da DERF (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos) de Campo Grande. Os policiais passaram a monitorar o imóvel no bairro Sayonara, onde Cesar estava escondido. Ao tentarem abordá-lo, ele reagiu sacando um revólver.
Os policiais reagiram e balearam Luis Cesar. Ele chegou a ser socorrido até a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu. Na casa dele, os policiais encontraram sua esposa, que também era alvo de mandado de prisão expedido em Rondônia, por tráfico de drogas. Ela aguarda transferência para um presídio na DERF.
Histórico violento
Conforme a DERF, o foragido era considerado de “alta periculosidade” por conta de uma série de assaltos graves, praticados ao longo da vida, inclusive em outros estados.
A maioria dos crimes envolvia roubos em diversas modalidades e porte ilegal de arma de fogo. Ele também cometeu um latrocínio na década de 1980, em meio a uma onda de assaltos em Campo Grande. Luis chegou a ser preso pela especializada.
Após sua prisão, foi responsável por uma fuga do Instituto Penal, ocasião em que, armado, rendeu agentes penitenciários e o juiz corregedor da época, utilizando arma de fogo. Ele, contudo, foi capturado logo em seguida.
Entre idas e vindas nos presídios, Luis nunca abandonou a vida no crime, tanto em Mato Grosso do Sul quanto em diversos outros estados. Inclusive, já havia atirado contra policiais em outras abordagens, durante tentativas de fuga.