Três casos semelhantes de estelionato envolvendo golpe do falso advogado foram registrados nesta terça-feira (22) em Mato Grosso do Sul. Em todos, as vítimas foram abordadas por mensagens e telefonemas com falsas promessas de liberação de valores judiciais. O prejuízo às vítimas soma mais de R$90 mil.
Conforme as três ocorrências, os criminosos utilizaram nomes fictícios de advogados, criaram situações jurídicas e induziram as vítimas a fazerem transferências bancárias e compartilhar dados.
Criminosos simulam ação judicial
Um homem de 66 anos procurou a polícia após ser enganado por dois indivíduos que afirmavam representar um escritório de advocacia. Segundo o relato, ele foi informado de que havia ganho uma ação judicial contra uma incorporadora no valor de R$174 mil. Durante a conversa, o suposto advogado o orientou a compartilhar a tela do celular e baixar um aplicativo de câmbio.
O golpista solicitou acesso à conta bancária da vítima, alegando que o valor seria creditado. Minutos depois, o homem percebeu que um empréstimo de R$62 mil havia sido contratado em seu nome e, em seguida, R$50 mil foram transferidos via Pix, possivelmente para uma conta vinculada ao golpe.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a vítima tentou interromper a ação, mas já havia sofrido o prejuízo.
Falsa liberação de valor
No mesmo dia, outro homem, de 42 anos, registrou ocorrência relatando situação semelhante. Ele recebeu mensagens via WhatsApp de alguém que se passou por seu advogado, afirmando que havia vencido uma ação judicial e que o valor seria liberado.
Durante a conversa, um suposto “responsável financeiro” pediu dados bancários e orientou o homem a realizar procedimentos nas contas que mantinha em três bancos.
A vítima desconfiou e descobriu uma transferência de R$2.470,00 para uma empresa identificada como intermediadora de pagamentos.
Outro golpe
O terceiro registro foi feito por um homem de 46 anos, cujo pai, hospitalizado, recebeu uma ligação de alguém que dizia ser seu advogado. O golpista afirmou que a ação judicial havia sido ganha, mas que seria necessário pagar um laudo técnico para liberar o valor. A vítima, filho do paciente, foi contatada e acabou realizando um Pix de R$12,9 mil.
Em seguida, foi convencido a fazer outro pagamento de R$28 mil, totalizando R$40,9 mil enviados ao golpista. Somente após nova tentativa de solicitação de valores, a vítima percebeu que se tratava de um golpe.