Funcionários da empresa terceirizada Med + , responsável pelo atendimento pré-hospitalar na BR-163/364, reivindicam valorização profissional e reajuste salarial para condutores e socorristas, de acordo com o piso da categoria. A principal queixa é de que os salários pagos atualmente estão muito abaixo da média de outros profissionais que desempenham a mesma função.
Segundo relatos, há confusão por parte da população, que acredita que os trabalhadores sejam contratados diretamente pela concessionária Nova Rota do Oeste, devido ao uso de uniformes da empresa. No entanto, as condições salariais são bem diferentes: enquanto profissionais do Samu recebem em média R$ 4 mil, socorristas da Med + afirmam receber cerca de R$ 1.530, valor que não sofre reajuste há anos.
As solicitações de melhoria já foram encaminhadas à terceirizada, mas, de acordo com os trabalhadores, não houve retorno. Diante da situação, alguns não descartam a possibilidade de paralisação caso não haja avanços nas negociações.
O sentimento de insatisfação ganhou repercussão após o trabalho das equipes das bases 14, 15 e 16 no atendimento ao grave acidente envolvendo um ônibus e uma carreta, em Lucas do Rio Verde. O resgate foi elogiado nacionalmente pela eficiência e empenho, mas os profissionais afirmam que, mesmo diante do reconhecimento público, não recebem o devido retorno da empresa.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, um dos socorristas desabafa:
“Fomos elogiados nacionalmente, o resgate da Rota está de parabéns. Mas a Med + deveria reconhecer, porque se não fosse nós, nada disso teria acontecido. É hora de nos unirmos, estamos desvalorizados. É uma humilhação receber R$ 1.500 para nossa categoria.”
Os trabalhadores reforçam que a luta é por um salário justo e pelo reconhecimento da importância de suas funções na preservação de vidas nas rodovias.