O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta quarta-feira (3/9) que o presidente Donald Trump iniciou uma “guerra contra o narcoterrorismo”. Durante entrevista, Rubio avisou que outras embarcações serão “explodidas” na região do Caribe.
As declarações do chefe da diplomacia americana foram feitas ao comentar o ataque militar conduzido por forças dos EUA contra uma embarcação na terça-feira (2/9). Segundo Trump, o barco pertencia à gangue venezuelana Tren de Aragua e seguia rumo ao território americano carregado de drogas. Onze pessoas morreram na operação.
Mudança na estratégia antidrogas
Rubio defendeu a nova abordagem militar, argumentando que interceptar embarcações com drogas “não funciona”. Para o secretário, ações para explodi-las vão realmente deter o tráfico. Ele afirmou ainda que Trump tem o direito de “eliminar” essas ameaças.
Ao se referir especificamente ao ataque de terça-feira, o diplomata foi categórico: os bombardeios vão “acontecer de novo”. Mais cedo, o secretário de Defesa Pete Hegseth já havia sinalizado que novas operações seriam realizadas na região.
Escalada militar no Caribe
O governo norte-americano enviou uma força significativa para o sul do Caribe, incluindo navios de guerra, um submarino e aviões de vigilância. Oficialmente, a Casa Branca justifica a operação como parte do combate ao tráfico de drogas.
Porém, há sinais claros de que os EUA também têm como alvo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo Trump aumentou a recompensa pela captura do líder venezuelano para US$ 50 milhões por acusações de narcotráfico.
Cartel de los Soles no centro das acusações
Além do Tren de Aragua, os Estados Unidos também acusam Maduro de chefiar o Cartel de los Soles, afirmação parcialmente contestada por analistas especializados. Segundo especialistas, o grupo não possui uma hierarquia única, funcionando mais como uma “rede de redes” que facilita e lucra com o tráfico de drogas, reunindo militares de diferentes patentes e setores políticos venezuelanos.
Mesmo não sendo necessariamente o líder direto, Maduro é apontado como um dos principais beneficiários de uma “governança criminal híbrida” que teria ajudado a instalar no país.
*Sob supervisão de Éder Pereira