O que deveria ser uma sessão tranquila terminou em confusão e troca de empurrões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na tarde desta quarta-feira (22). A votação do projeto que concede reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) provocou protestos, acusações de erro na contagem de votos e bate-boca entre parlamentares.
O texto foi aprovado em primeira votação, com oito votos favoráveis, seis contrários e uma abstenção. Votaram a favor: Janaína Riva (MDB), Diego Guimarães (Progressistas), Júlio Campos (União), Lúdio Cabral (PT), Wilson Santos (PSD), Valdir Barranco (PT), Gilberto Cattani (PL) e Valmir Moretto (Republicanos). O deputado Paulo Araújo (PP) se absteve.
Contra o projeto votaram Beto Dois a Um (PSB), Dilmar Dal Bosco (União), Juca do Guaraná (MDB), Chico Guarnieri (PRD), Nininho (PSD) e Dr. Eugênio (PSB).
A confusão começou quando o líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco (União), contestou o resultado, alegando que o voto contrário do deputado Nininho (PSD) não havia sido computado. O presidente da Casa, Max Russi (PSB), negou qualquer irregularidade e afirmou que a votação seguiu o regimento interno.
“Foi simbólica. Não havia oito votos contrários. Agora já foi feita, não posso voltar atrás”, rebateu Max Russi.
Dal Bosco, insatisfeito, voltou à tribuna e criticou a condução da votação:
“O deputado estava em plenário, levantou a mão e não foi contado. Max, você não contar os deputados que estavam presentes é complicado. O projeto é inconstitucional, não está na LDO.”
Em resposta, Russi reforçou que o procedimento adotado foi regimental e que a manifestação deve ocorrer no momento da votação.
“Foi simbólica, conforme o regimento. O deputado deve se manifestar na hora. Se não o fez, o voto é computado como favorável”, explicou.
O deputado Lúdio Cabral (PT) também se posicionou, lembrando que havia solicitado a votação nominal, mas que a Mesa Diretora optou pela votação simbólica.
“Agora o deputado chega depois e quer votar, isso não pode acontecer. A votação foi simbólica e seguiu o regimento. Não vejo razão para esse estresse todo”, comentou o petista, relatando ainda ter sido empurrado por Dilmar durante o tumulto.
Após a confusão, o projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde receberá parecer antes de retornar ao plenário para segunda votação.
*Sob supervisão de Daniel Costa