A situação dos servidores contratados pela Secretaria de Obras de Várzea Grande voltou a gerar tensão após denúncias chegarem à redação e serem levadas à tribuna pelo vereador Sardinha. Segundo ele, trabalhadores foram desligados silenciosamente e agora enfrentam insegurança sobre o pagamento do 13º e demais direitos.
Sardinha relatou que, de acordo com funcionários que preferem não se identificar por medo de represálias, houve uma reunião na semana passada em que todos foram comunicados de que seus contratos com a prefeitura estavam encerrados. “Informaram que eles se encontravam desligados e que uma empresa entraria agora em dezembro, sendo responsável apenas pelo salário do mês de dezembro e 26 dias do 13º”, afirmou.
O vereador disse ter protocolado um requerimento cobrando explicações sobre como ficará a situação dos trabalhadores que atuaram de janeiro a novembro. “Quero saber como vai ficar o mês de janeiro ao mês de novembro que eles trabalharam, porque não é justo. Todo trabalhador requer o 13º para ter uma ceia de Natal, para ter um final de ano a contento”, declarou.
Para Sardinha, a gestão precisa dizer claramente quem irá arcar com os direitos acumulados. “Tem que entrar contra a prefeitura? Onde esse funcionário vai ter que procurar? Não ficou clara essa situação”, questionou.
Ele lembrou que os servidores atingidos são trabalhadores que executam serviços pesados e essenciais. “Não é trabalhador de alto escalão. São pessoas que limpam boca de lobo, que varrem, que estão o dia inteiro no sol de 40 graus tentando melhorar o município”, disse.
O parlamentar classificou a situação como injusta e afirmou que, mais uma vez, quem paga o preço é o servidor mais vulnerável.