O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou pela primeira vez sobre os bombardeios ordenados por Donald Trump contra a Venezuela. Em publicação no X (antigo Twitter), Lula afirmou que atacar outros países em violação ao direito internacional abre caminho para um cenário de “violência, caos e instabilidade”, no qual “a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em…
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Fronteira da Venezuela com Roraima fechada
Diante da escalada do conflito, o governo brasileiro determinou o fechamento da fronteira de Roraima com a Venezuela. Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram viaturas e militares do Exército posicionados próximos ao marco fronteiriço, com cones bloqueando o acesso entre os dois países.
Ataque dos EUA de madrugada
Segundo agências internacionais, as explosões começaram por volta das 3h da madrugada (horário de Brasília). O governo venezuelano afirma que os ataques atingiram Caracas, além dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Em comunicado oficial, a Venezuela acusou os Estados Unidos de tentar tomar recursos estratégicos, como petróleo e minerais. Caracas classificou a ofensiva como uma tentativa de impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.
O governo venezuelano também declarou que se reserva o direito de exercer legítima defesa e convocou países da América Latina e do Caribe a se posicionarem em solidariedade diante da ofensiva militar.
*Sob supervisão de Daniel Costa