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promotora diz que processo a fez chorar várias vezes

A promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes destacou, nesta quinta-feira (22), que a produtora rural Raquel Cattani, em Nova Mutum (MT), em 2024, tentou se defender antes de ser assassinada. Segundo ela, o acompanhamento do processo foi emocionalmente difícil e a fez chorar por várias vezes, diante da crueldade do crime.

“Foi um homicídio praticado de forma cruel. Raquel sofreu. Não bastava matar. Ela tinha que sofrer. Foi um homicídio no contexto de violência doméstica”, afirmou, ao defender a tese da acusação.

Promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes afirmou que o assassinato de Raquel Cattani foi cometido de forma cruel. – Foto: reprodução

A promotora ressaltou que o caso provocou forte impacto emocional inclusive em quem atua no sistema de Justiça. Ela disse ter chorado ao estudar o processo e classificou o crime como um episódio que ultrapassa a violência física, por envolver controle, dominação e sofrimento psicológico.

Para a acusação, o assassinato não foi um ato isolado, mas o desfecho de um relacionamento marcado por conflitos e pela não aceitação do fim da relação por parte do ex-companheiro da vítima.

O que sustenta o MP

Segundo o Ministério Público, o crime foi planejado. A acusação aponta que o ex-marido de Raquel, Romero Xavier Mengarde, teria encomendado a morte da produtora rural ao próprio irmão, Rodrigo Xavier Mengarde, que teria executado o ataque dentro da casa onde a vítima morava, em Nova Mutum, mediante pagamento de R$ 4 mil.

Raquel era filha do deputado estadual Gilberto Cattani e, conforme a investigação, foi morta em julho de 2024 com mais de 34 facadas.

Raquel Cattani - Filha do deputado (Foto: reprodução)
Raquel Cattani deixou dois filhos pequenos. – Foto: Arquivo pessoal

Investigação detalhou dinâmica do crime

No início da sessão, delegados responsáveis pela investigação apresentaram aos jurados como a Polícia Civil chegou à conclusão de que Rodrigo teria sido o executor e Romero o mandante do crime. Eles detalharam sinais de arrombamento, lesões de defesa e o uso de provas técnicas, como dados de celular e registros de internet, para reconstruir os passos do assassinato.

Segundo a polícia, Rodrigo não tinha vínculo com a vítima nem motivo próprio para o crime, o que reforçou a linha de que a ação teria sido encomendada.

httpswww.pjc .mt .gov .br

Depoimentos reforçaram acusação

Ainda durante o julgamento, a mãe de Raquel, Sandra Cattani, prestou depoimento e relatou como encontrou a filha morta dentro da residência. Ela também falou sobre a separação definitiva do casal e o impacto do crime na vida dos filhos da vítima.

Testemunhas ouvidas pela acusação relataram episódios que indicariam controle, perseguição e violência psicológica atribuídos ao ex-marido, pontos que foram explorados pela Promotoria ao sustentar a tese de feminicídio.

Versão apresentada pela defesa

Em depoimento, Romero Xavier Mengarde negou envolvimento no crime. Ele afirmou que a separação partiu dele e disse que, embora não houvesse separação formalizada em cartório, o casal estaria separado de fato havia cerca de 30 dias.

Romero declarou que comunicou o fim do relacionamento aos pais de Raquel e que se mudou para Lucas do Rio Verde após o término, com o objetivo de reorganizar a própria vida. O réu também falou sobre a relação conturbada com o irmão, negando qualquer acerto para a prática do crime.

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Fatos e Boatos

No fim das contas, fica aquela sensação difícil de explicar. Mas quem saiba, dia 28 de Abril ás 19h, alguém explique em uma tribuna de câmara! Será?
A informação que circula é de que o reajuste deve alcançar remunerações de até R$ 4 mil, o que beneficiaria diretamente uma parcela significativa do funcionalismo.
Reza a lenda que numa certa repartição pública, surgiu uma nova líder autoproclamada “coach de transformação social”.
e você conhece esse tipo de “parceiro”, cuidado: o aperto de mão pode vir com veneno. E aqui a gente avisa: a onça pode até ser parda, mas o rastro é preto no branco.
Ao que parece, a luz vermelha ainda não acendeu na sala da justiça. Se as conversas de bastidores se confirmarem nos próximos dias, o jogo muda. E talvez não dê mais tempo de apagar o incêndio.
Com essa possível reconfiguração, o partido poderá contar com uma bancada de três vereadores na Câmara Municipal, o que fortaleceria bastante sua representatividade e articulação política local.

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