Foto: Acervo pessoal
Família usou inteligência artificial para simular aparência de José Santana.
Da Redação/PowerMix
Cuiabá/MT
A família do mineiro José Santana de Oliveira, de 88 anos, busca pelo paradeiro dele desde que ele deixou Riacho dos Machados (MG), em meados de 1970, em busca de uma vida melhor em Mato Grosso.
Um dos netos, Filipe Gabriel da Silva, que ainda mora em Minas Gerais, conta que os sete filhos e parte dos 17 netos sonham em rever José. Com ajuda de um amigo que mora em Cuiabá/MT, Filipe descobriu que o avô morou no bairro Dom Aquino, onde foi lembrado com carinho por um dos antigos vizinhos. No entanto, ninguém sabe o paradeiro atual de José.
Em entrevista, Filipe contou que depois de deixar Minas Gerais rumo a Cuiabá/MT, o avô e a avó se comunicaram por cartas durante alguns anos. José, inclusive, chegou a enviar dinheiro para ajudar a família. “Depois os irmãos que estavam com ele em Mato Grosso voltaram para Minas Gerais e ele continuou. Todo mundo perdeu contato com ele. É o sonho dos filhos dele reencontrá-lo, sonho dos netos em conhecer. Os netos tomaram frente dessa busca, acionamos Polícia Militar, Polícia Civil, órgãos eleitorais, cartórios, INSS”.
A busca por José não é recente, mas pela dificuldade de encontrar informações, os irmãos nunca conseguiram ir adiante. Neste ano, Filipe e os outros familiares conseguiram informações importantes como antigos endereços do mineiro, que morou em Várzea Grande, na Avenida do CPA e no Dom Aquino.
“Encontramos algumas movimentações dele. Buscamos, buscamos até que chegamos em Cuiabá. Tivemos uma surpresa que era um colega de escola, moramos em uma cidade pequena, todo mundo vira amigo, me provou a amizade quando tirou o tempo dele para ir em vários lugares e nos endereços para realizarmos o sonho de encontrá-lo. Acreditamos que ele está vivo, os irmãos dele estão espalhados pelo Brasil e estão todos vivos. A última movimentação dele foi em outubro de 2024 [no INSS]”.
Em Cuiabá, Filipe contou com a ajuda do empresário Vinícius Swaggart, que também é de Minas Gerais e por coincidência é um amigo de infância. Foi Vinicius quem esteve no bairro Dom Aquino e conversou com pessoas que conheceram José. Ele esteve na casa em que o mineiro morou no passado, mas que hoje funciona como um estabelecimento comercial.
“Em um dos endereços, meu amigo encontrou vizinhos antigos que reconheceram a foto antiga, lembraram dele demais, ninguém sabe o motivo que não retornou e o que aconteceu entre ele e a minha avó”, explica Filipe.
Um dos moradores antigos do bairro Dom Aquino explicou que em 1974 a rua em que José morava foi afetada por uma grande enchente. A suspeita é de que o mineiro tenha sido forçado a se mudar.
“Ninguém está em busca de entender o que aconteceu, mas de saber como ele está e os que não conhecem, querem conhecer. Tem anos nessa busca, só que não tinham acesso a nada. Agora chegamos em Cuiabá e estamos com esperança muito grande. Temos disponibilidade de ir com os filhos e alguns netos para Cuiabá, o pessoal tem vontade de conhecer. Somos uma família, se ele fez outra família em Mato Grosso, de qualquer forma somos uma família, ele tem irmãos e primos aqui”, reforça Filipe.
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