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Cirurgia inédita contra Parkinson pelo SUS reduz dependência de remédios em até 80% em hospital público | Power Mix

Wesley Moreno/Power Mix

Mato Grosso do Sul/MS

A medicina pública deu um passo histórico na última semana em Mato Grosso do Sul. A primeira cirurgia para tratamento do Parkinson realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado ocorreu no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas.

O procedimento, conhecido como estimulação cerebral profunda, pode reduzir em até 80% a necessidade de medicamentos utilizados no controle da doença, segundo informações do Instituto Acqua, organização responsável pela gestão da unidade hospitalar.

Para o diretor técnico do hospital, Marllon Nunes, a realização da cirurgia representa um avanço significativo para a saúde pública regional.

“Esse procedimento demonstra a capacidade técnica do hospital e reforça seu papel como referência regional e estadual em assistência especializada, ampliando o acesso da população a tratamentos inovadores”, destacou.

O primeiro paciente a receber o tratamento foi o aposentado Gilberto Barbieri, de 58 anos, morador de Nova Andradina. Ele convive com o Parkinson há 15 anos, desde os primeiros sinais da doença, que começaram com tremores nas mãos e evoluíram gradualmente para limitações motoras mais severas.

A cirurgia consiste na implantação de eletrodos em áreas profundas do cérebro responsáveis por regular os circuitos ligados ao controle dos movimentos. O procedimento foi conduzido pelo neurocirurgião Eduardo Cintra Abib.

Fotos: Instituto Acqua

Cirurgia inédita contra Parkinson pelo SUS

Segundo o especialista, os eletrodos são posicionados em uma região específica chamada núcleo subtalâmico, responsável pela modulação dos movimentos.

“Colocamos um eletrodo em cada lado do cérebro, porque cada hemisfério controla o lado oposto do corpo. Durante a cirurgia, o paciente permanece acordado para que possamos testar os movimentos e identificar com precisão o ponto de estimulação que melhora sintomas como tremor e rigidez”, explicou.

Após o implante, os eletrodos são conectados a um dispositivo semelhante a um marca-passo, implantado na região do tórax. O aparelho envia impulsos elétricos que ajudam a regular a atividade cerebral associada ao controle motor.

Depois do procedimento, Gilberto permaneceu um dia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais dois dias em observação hospitalar. Ele recebeu alta no dia 8 de março e deverá retornar ao hospital após duas semanas para a fase de programação do dispositivo, quando serão realizados os primeiros ajustes da estimulação cerebral.

De acordo com o médico, o sistema permite ajustes personalizados para cada paciente.

“O eletrodo possui vários pontos de contato. A corrente elétrica pode ser direcionada para áreas específicas do cérebro, conforme os sintomas predominantes, como tremor, rigidez ou instabilidade. No retorno, vamos avaliar a evolução clínica e ajustar o dispositivo conforme a necessidade”, afirmou.

Para Gilberto, a cirurgia representa a chance de recuperar a autonomia perdida ao longo dos anos.

“Quero poder fazer coisas simples sem depender tanto dos remédios, sem tremer ou ficar paralisado. Quero viajar, pescar, visitar minha irmã que mora em uma fazenda em Pontes Lacerda e pegar meus netos no colo sem medo de derrubá-los”, relatou.

A esposa dele, Elcia Oliveira Umbelino Barbieri, de 56 anos, que acompanha o marido há mais de três décadas de casamento, também vê a cirurgia como um recomeço.

“Hoje eu sou a motorista oficial dele. Muitas vezes evitamos sair de casa por medo de o remédio perder o efeito e ele congelar ou começar a tremer em público. As pessoas ficam olhando e é uma situação constrangedora. Agora temos esperança de que a vida volte a ser mais tranquila”, disse.

A realização da cirurgia abre caminho para que outros pacientes do SUS tenham acesso ao mesmo tipo de tratamento, considerado uma das terapias mais avançadas no controle dos sintomas do Parkinson.

Fotos: Instituto Acqua

Cirurgia inédita contra Parkinson pelo SUS

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