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Violência contra mulheres cresce 45% e maioria dos casos ocorre dentro de casa

Os registros de violência contra a mulher cresceram 45% no Brasil, e a maior parte dos casos continua acontecendo dentro de casa, segundo balanço do Ministério das Mulheres com base nas denúncias feitas à Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), divulgado nesta quarta-feira (15).

Segundo os dados do ministério, mulheres negras são maioria entre os casos de violência contra mulher. – Foto: Agência Brasil

Ao longo de 2025, o serviço contabilizou 1.088.900 atendimentos, o que representa uma média de 3 mil registros por dia. Os contatos incluem desde pedidos de informação sobre a rede de proteção até denúncias de violência. No período, foram formalizadas 155.111 denúncias em todo o país, uma média de 425 por dia e um aumento de 17,4% em relação a 2024.

Do total de denúncias, 66,3% foram feitas pela própria vítima, enquanto 16,8% partiram de terceiros e 16,9% foram registradas de forma anônima. Em um número residual, 0,03% dos casos foram denunciados pelo próprio agressor.

Alta continua em 2026

No primeiro trimestre de 2026, o Ligue 180 registrou 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias de violência, altas de 14% e 23%, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Janeiro apresentou crescimento de 29,13% nas denúncias; fevereiro, de 12,90%; e março registrou aumento de 25,93%, mantendo a tendência de elevação dos casos no país.

Perfil das vítimas

Entre os registros com informação de raça/cor, mulheres negras concentram 43,16% das denúncias, sendo 33,46% de mulheres pardas e 9,70% de mulheres pretas. Já as mulheres brancas correspondem a 32,54% dos casos.

Em relação à idade, a maior incidência ocorre entre mulheres de 40 a 44 anos, seguidas pelas faixas de 35 a 39, 30 a 34 e 26 a 29 anos. Juntas, essas quatro faixas concentram 37,19% de todas as denúncias registradas em 2025.

Tipos de violência

Ao todo, foram reportadas 679.058 violações em 2025, já que uma única denúncia pode envolver mais de um tipo de agressão.

Na maioria das ocorrências, o suspeito tem vínculo direto com a vítima. Ex-companheiros aparecem em 15,15% das denúncias, enquanto parceiros atuais representam 12,29%, reforçando o padrão de violência em relações íntimas.

Confira o gráfico com os principais dados:

Local da Ocorrência

Casa Vítima/Suspeito 28,6%

Fonte: Ministério das Mulheres

Violência dentro de casa

O ambiente doméstico segue como principal cenário das agressões. A casa da vítima concentra 40,76% dos registros, enquanto o imóvel compartilhado entre vítima e agressor responde por 28,58%. Já a residência do suspeito aparece em 5,39% das denúncias.

Casos em vias públicas e no ambiente virtual representam percentuais bem menores, ambos com 2,96%, evidenciando que a violência ocorre majoritariamente em espaços privados.

Os dados também revelam a persistência da violência ao longo do tempo. Em 20,91% dos casos, as agressões duram mais de um ano. Em relação à frequência, 31,86% das vítimas relatam episódios diários de violência, enquanto 17,39% apontam ocorrências ocasionais.

O cenário reforça o desafio das políticas públicas em interromper ciclos prolongados de violência e ampliar o acesso das vítimas aos canais de denúncia e proteção.

Sobre o Ligue 180

A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) é um serviço público e gratuito do Governo do Brasil, coordenado pelo Ministério das Mulheres. Oferece orientação sobre direitos e serviços da Rede de Atendimento à Mulher em situação de violência em todo o Brasil, além de analisar e encaminhar denúncias aos órgãos competentes.

O canal funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. Está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

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Fatos e Boatos

A informação que circula é de que o reajuste deve alcançar remunerações de até R$ 4 mil, o que beneficiaria diretamente uma parcela significativa do funcionalismo.
Reza a lenda que numa certa repartição pública, surgiu uma nova líder autoproclamada “coach de transformação social”.
e você conhece esse tipo de “parceiro”, cuidado: o aperto de mão pode vir com veneno. E aqui a gente avisa: a onça pode até ser parda, mas o rastro é preto no branco.
Ao que parece, a luz vermelha ainda não acendeu na sala da justiça. Se as conversas de bastidores se confirmarem nos próximos dias, o jogo muda. E talvez não dê mais tempo de apagar o incêndio.
Com essa possível reconfiguração, o partido poderá contar com uma bancada de três vereadores na Câmara Municipal, o que fortaleceria bastante sua representatividade e articulação política local.
Dizem que há vereadores desconfortáveis com essa manobra, mas ainda não tiveram coragem de bater de frente.

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