O Governo de Mato Grosso tem intensificado ações voltadas aos povos indígenas por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Nos últimos anos, já foram entregues mais de 89 mil cestas de alimentos, atendidas 15,5 mil famílias com transferência de renda, distribuídos quase 900 filtros de água e investidos mais de R$ 31 milhões em iniciativas sociais.
Entre os programas desenvolvidos estão o SER Família Solidário, SER Família Aconchego, SER Família Indígena e SER Família Capacita, que atuam no apoio alimentar, financeiro e na promoção de melhores condições de vida, respeitando as especificidades culturais e territoriais de cada povo.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou o compromisso da gestão com as comunidades indígenas. “Nosso trabalho é guiado pelo respeito à cultura, à história e às necessidades dos povos indígenas. Cada ação busca garantir dignidade, promover inclusão e fortalecer a autonomia dessas comunidades. Mais do que levar serviços, queremos estar presentes e construir soluções junto com cada povo”, afirmou.
As ações também envolvem atividades de valorização cultural e cuidado direto nas comunidades. No território Umutina, em Barra do Bugres, mulheres do povo Balatiponé participaram de uma roda de conversa e de um evento voltado ao bem-estar e valorização feminina, com serviços estéticos, brindes e palestra motivacional.
No Médio Xingu, a Setasc participou de uma ação integrada com a Prefeitura de Feliz Natal e outros órgãos, levando serviços essenciais às comunidades indígenas. Foram distribuídas cestas básicas, filtros de água, brinquedos, além da oferta de capacitações e apoio à agricultura familiar com assistência técnica.
Outro avanço foi o encaminhamento para implantação de poços artesianos, atendendo a uma demanda histórica por acesso à água de qualidade nas aldeias.
O cacique Tafareiup Panará, da aldeia Sôsérasã, destacou a importância das ações. “Quero agradecer a chegada da equipe. Isso mostra que estão olhando para a nossa comunidade, ouvindo nossas necessidades e trazendo melhorias. Esse tipo de presença faz diferença no nosso dia a dia”, disse.
As iniciativas também contribuem para dar visibilidade a trajetórias individuais, como a do arquiteto indígena Jucimar Ipaikire, da etnia Kurâ Bakairi. Com apoio da Setasc, ele participou da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, onde apresentou contribuições da arquitetura indígena para o debate sobre sustentabilidade.
“Participar da Bienal foi ótimo. Discutimos desafios climáticos e percebi o quanto a arquitetura indígena tem a contribuir, já que nossas construções respeitam a natureza”, relatou. Segundo ele, o apoio da secretaria foi fundamental para a experiência. “Isso me permitiu conhecer outros profissionais e ampliar o diálogo sobre sustentabilidade”, completou.
Ao destacar seu trabalho, Jucimar reforçou o valor do conhecimento tradicional. “A âtâ Kurâ Bakairi carrega ancestralidade e tecnologia. Nossas construções respeitam o território, o tempo e até as fases da lua. É um conhecimento profundo que precisa ser valorizado”, concluiu.