Conteúdo/ODOC – O advogado Aroldo Fernandes da Luz foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de homicídio contra sua então namorada, Carla Santos Queiroz, em um hotel fazenda, em Cuiabá, em 2005.
O júri popular ocorreu nesta quinta-feira (23) e foi presidido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1° Vara Criminal de Cuiabá.
O advogado saiu do Fórum direto para a cadeia, no Complexo Penitenciário Ahmenon, em Várzea Grande.
Segundo os autos, o crime ocorreu após uma festa de casamento no Hotel Fazenda Mato Grosso, depois que a vítima manifestou o desejo de deixar o local.
Aroldo, então, agrediu a companheira com chutes e socos, além de arrastá-la pelo espaço. Acreditando tê-la matado, o advogado abandonou a namorada ensanguentada em via pública, no bairro Boa Esperança.
Após ser encontrada por populares, a mulher foi encaminhada a uma unidade de saúde, onde passou por duas cirurgias plásticas para correção de lesões deformantes na face. Ela ficou com cicatriz alargada na região frontal e uma sequela permanente, que é a paralisia parcial da pálpebra esquerda, além de trauma psicológico.
“A violência extrema, o abandono da vítima, a destruição de provas e a dissimulação perante a família evidenciam não um momento de descontrole, mas um padrão de comportamento frio, metódico e deliberado, que revela elevado grau de periculosidade e torna a reprovabilidade da conduta especialmente intensa”, afirmou a juíza na sentença.
A magistrada destacou ainda a “culpabilidade acentuada” e a “frieza calculada” do advogado, afirmando que “a brutalidade dos golpes e a continuidade das agressões contra quem já estava prostrada e indefesa revelam uma violência deliberada, prolongada e implacável”.