Wesley Moreno/Power Mix
Cuiabá/MT
A possibilidade de uma composição política entre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) voltou a movimentar os bastidores da sucessão estadual em Mato Grosso. A hipótese de Janaina ocupar a vaga de vice em uma eventual chapa encabeçada por Pivetta reacendeu debates estratégicos dentro do grupo governista e expôs divergências sobre os impactos eleitorais da articulação.
O tema ganhou força após declarações do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), feitas no último fim de semana, indicando que o diálogo com a parlamentar não está descartado. Mendes, porém, condicionou qualquer reaproximação a uma mudança de postura de Janaina, que desde o ano passado passou a adotar um discurso mais crítico em relação ao Palácio Paiaguás.
Nos bastidores, a avaliação é de que uma eventual união teria como principal objetivo reorganizar o tabuleiro político para 2026 e reduzir a pulverização de candidaturas no campo da centro-direita e do conservadorismo mato-grossense.
A estratégia também teria reflexos diretos sobre a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL), sogro de Janaina. Com a deputada em uma composição ao lado de Pivetta, aliados do governo entendem que o espaço político de Wellington poderia ser enfraquecido, especialmente junto ao eleitorado do interior e da direita moderada.
Apesar disso, o movimento enfrenta resistência dentro do próprio grupo político ligado a Mauro Mendes e Otaviano Pivetta. Lideranças ouvidas nos bastidores avaliam que a aproximação pode gerar desgaste junto ao eleitorado, principalmente pelo histórico recente de embates entre Janaina e integrantes do governo estadual.
“Acho que já passou do tempo para uma eventual composição. Janaina já está na oposição e provavelmente os eleitores rejeitariam uma união por conveniência”, afirmou uma fonte ligada ao grupo governista, sob condição de anonimato.
Por outro lado, há quem veja ganhos estratégicos na articulação. Interlocutores reconhecem que Janaina possui forte capilaridade política, presença consolidada no interior do Estado e boa comunicação com diferentes segmentos do eleitorado, fatores que poderiam fortalecer uma candidatura de Pivetta ao governo.
A avaliação de parte dos aliados é de que a deputada representa uma das lideranças mais competitivas da nova geração política em Mato Grosso e poderia ampliar o alcance eleitoral da chapa.
Diante das divergências internas, integrantes do núcleo político do governo defendem que qualquer decisão seja baseada em pesquisas eleitorais. A tendência é que os próximos levantamentos incluam cenários simulando uma eventual composição entre Republicanos e MDB para medir aceitação popular e impacto sobre adversários.
Enquanto isso, no MDB, o discurso é de cautela e abertura ao diálogo. Pessoas próximas a Janaina afirmam que a deputada mantém conversas com diferentes grupos políticos e evita fechar portas neste momento pré-eleitoral.
“Ela está disposta a conversar com todo mundo. Vamos conversar com todos”, afirmou uma fonte ligada ao MDB.
O cenário para 2026 em Mato Grosso ainda está em formação, mas a movimentação evidencia que as articulações já começaram de forma intensa. Além de Pivetta e Janaina, o quadro eleitoral inclui nomes como Wellington Fagundes (PL), José Medeiros (PL) e o ex-ministro Carlos Fávaro (PSD), indicando uma disputa que promete ser marcada por alianças estratégicas, rearranjos políticos e forte disputa por espaço dentro da direita mato-grossense.
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