A dívida de cerca de R$ 18 milhões entre Cuiabá e Santos voltou a repercutir nos bastidores do futebol brasileiro em um momento de valorização de Joaquim Henrique no mercado da bola. A pendência financeira está ligada à transferência do defensor em 2023, quando ele deixou o clube mato-grossense rumo ao time paulista, antes de seguir para o Tigres.
O caso ganhou novo destaque após declarações do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, que voltou a cobrar o pagamento e criticou a demora para resolução da disputa. Segundo ele, o valor impacta diretamente o planejamento financeiro do clube, especialmente em um cenário de controle de gastos e reestruturação de orçamento para a temporada.
O Santos informou que não reconhece integralmente o valor cobrado e entende que parte da quantia apresentada está acima do que considera correto. O clube aguarda o andamento da Justiça para a definição do caso e mantém a posição de contestar a cobrança feita pelo Cuiabá.
Enquanto a discussão financeira segue sem solução, Joaquim vive um momento de destaque no futebol mexicano. Titular e valorizado, o zagueiro passou a atrair atenção de equipes interessadas em reforços para a segunda metade de 2026. O mercado já registra consultas de quatro clubes brasileiros e três europeus, embora ainda sem propostas formais.
Entre os clubes que monitoram o jogador está o Vasco da Gama. O defensor agrada ao departamento de futebol desde o ano passado e se encaixa no perfil buscado para a próxima janela. A diretoria procura um zagueiro destro, com boa saída de bola, imposição física e força no jogo aéreo, características que colocam Joaquim entre os nomes observados.
Apesar da sondagem de várias equipes, a negociação é considerada difícil. O Tigres vê o defensor como peça importante no elenco e não demonstra interesse em facilitar uma saída. O clube mexicano só aceita discutir uma venda mediante cifras elevadas, o que limita avanços imediatos.
Assim, o nome de Joaquim segue em evidência para o segundo semestre, enquanto a transferência que levou o zagueiro ao Santos continua gerando repercussão fora de campo e mantém aberta a disputa financeira entre os clubes envolvidos.