O influenciador digital Guilherme Pallesi publicou um vídeo pressionando a Universidade Federal de Mato Grosso após a repercussão do caso da lista de “alunas estupráveis”. Em vídeo publicado nas redes sociais, que já ultrapassa 600 mil visualizações, ele cita nomes e mostra imagens de jovens apontados como envolvidos no episódio, além de cobrar medidas mais duras da universidade.
Com mais de 1,2 milhão de seguidores no Instagram, Pallesi afirmou que os estudantes identificados no caso deveriam ser expulsos e também defendeu investigação contra o pai de um dos acadêmicos, suspeito de intimidar alunos que denunciaram o caso dentro do campus.
Durante a gravação, o influenciador chamou os supostos envolvidos de “vermes” e criticou o que classificou como demora na responsabilização dos citados.
A repercussão mobilizou milhares de comentários nas redes sociais. Entre eles, o do humorista Rafael Portugal, que cobrou providências públicas da instituição ao escrever: “Vamos falar dessa lista quando?”, disse no comentário de uma das publicações.
Após a publicação do vídeo, a UFMT divulgou uma nova nota detalhando todas as providências adotadas desde que tomou conhecimento da denúncia, no início de maio. No documento, a universidade apresentou uma linha do tempo com as ações feitas pela reitoria, faculdades envolvidas e pelos órgãos de segurança.
Veja um trecho do vídeo:
Ameaça registrada
Na última quarta-feira (14), estudantes denunciaram que um homem, identificado posteriormente como pai de um dos alunos envolvidos, teria ameaçado estudantes de Engenharia Civil, envolvidos na denúncia do caso, dentro do campus. Conforme os relatos, ele teria afirmado que, caso o filho não se formasse, “os demais também não se formariam”.
Em nota a UFMT informou que orientou os alunos a registrar boletim de ocorrência. Na mesma ocasião, a universidade solicitou reforço da segurança no campus e transferiu temporariamente para o formato remoto as aulas teóricas do primeiro semestre de Engenharia Civil.

Após o episódio, na quinta-feira (14), foi instaurada uma Comissão de Inquérito Disciplinar Discente para investigar os fatos tanto na Faculdade de Direito quanto na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet).
No mesmo dia a direção da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet) ainda determinou o afastamento preventivo de um estudante de Engenharia Civil. Conforme a universidade, o acadêmico passou a cumprir regime domiciliar e ficou proibido de frequentar os espaços da UFMT ou manter contato com possíveis testemunhas durante as investigações.
A universidade informou ainda que o caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil, incluindo a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, e reafirmou que repudia qualquer forma de violência, misoginia, discriminação ou assédio dentro do ambiente acadêmico.
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