Um homem de 58 anos e uma mulher de 38 foram sequestrados e mantidos reféns por um suspeito em cobrança a uma dívida de R$ 90 mil pela negociação de uma propriedade rural. O caso ocorreu na noite deste sábado (16), em Pontes e Lacerda (MT). O suspeito e outro homem que dava apoio no crime ainda não foram localizados.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de um sequestro envolvendo um casal. As vítimas foram localizadas posteriormente na casa de um amigo.
Uma das vítimas, o homem, relatou que havia buscado a esposa que estava em um salão de beleza quando foi abordado pelo suspeito, que mantinha uma das mãos por baixo da camisa, aparentando estar armado.
Conforme o relato, o suspeito passou a cobrar uma dívida de R$ 90 mil referente à negociação de uma propriedade rural realizada anteriormente entre as partes, e afirmou que efetuaria disparos caso o valor não fosse pago.
O casal explicou que havia vendido um trator e aguardavam receber o pagamento para quitar a dívida.
Contudo, o suspeito não se conformou com a resposta e obrigou as vítimas a entrarem novamente na própria caminhonete. O homem foi forçado a dirigir até uma farmácia, onde pretendiam localizar um terceiro envolvido na negociação para confirmar a venda do trator.
Ao chegarem ao local, o homem procurado não estava presente e teria ido para um sítio. Neste momento, o suspeito afirmou que ficaria com o veículo do casal até que a dívida fosse quitada.
A mulher relatou aos policiais que o suspeito chegou a segurar uma arma, que estava na cintura dele, enquanto os acompanhava dentro do veículo do casal.
De acordo com as vítimas, outro suspeito estaria em uma segunda caminhonete branca que dava apoio à ação.
Após serem liberados, o casal procuraram abrigo na residência de um amigo. Após isso, a Polícia Militar foi acionada.
A Força Tática realizou buscas e tentou contato com o suspeito, mas ele não foi localizado. Um vídeo registrado no salão de beleza foi encaminhado ao setor de inteligência para auxiliar nas investigações.
A polícia também apura a participação de um possível Fiat Argo que teria dado apoio ao crime. O caso segue investigado.
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