A Receita Federal apreendeu cerca de 25,5 mil cigarros eletrônicos e 107 mil maços de cigarros comuns durante a Operação Rede de Fumaça. A ação ocorreu em todo o país, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para combater a entrada, distribuição e comércio ilegal desses produtos. Ao todo, o valor estimado das apreensões supera R$ 6,5 milhões.
-
Contrabando e lavagem de dinheiro: PF faz nova operação após prisão de policiais
-
Anvisa determina apreensão de suplemento alimentar por irregularidades
-
Suplementos sem registro são proibidos pela Anvisa e retirados de circulação
A operação contou com a participação de mais de 150 servidores em todas as regiões do país. A iniciativa visa combater tanto o contrabando de cigarros comuns quanto o avanço dos dispositivos eletrônicos para fumar, que são proibidos pela Anvisa e apresentam riscos à saúde pública.
Foram apreendidos ainda 600 iPhones e ampolas de tirzepatida, medicamento usado contra diabetes e obesidade, com uso não autorizado no Brasil.
Apreensões no Brasil
A Receita Federal atuou em pontos estratégicos da distribuição de cigarros ilegais, como fronteiras, centros logísticos, transportadoras, Correios, comércios e grandes varejistas.
O objetivo é reduzir a oferta de produtos proibidos, proteger a saúde pública e combater a atuação de grupos envolvidos na importação e venda ilegal.
Até maio deste ano, a Receita Federal retirou de circulação R$ 270,4 milhões em cigarros falsificados e R$ 30,3 milhões em cigarros eletrônicos.
Os cigarros estão entre os principais produtos contrabandeados por organizações criminosas. Em 2025, foram o segundo grupo com maior valor apreendido pela Receita Federal, somando R$ 790 milhões. Já os cigarros eletrônicos ocuparam a quinta posição, com R$ 163,8 milhões.