Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) chegaram na manhã deste sábado (4), no local da queda do avião de pequeno porte que matou duas pessoas em Campo Grande. O acidente ocorreu na manhã de sexta-feira (3), na zona rural da capital.
Os agentes vão utilizar drones para analisar a área onde o acidente ocorreu. No início da perícia, os investigadores solicitaram que a área permanecesse isolada.
De acordo com um investigador da Dracco, a ação seria de perícia inicial e coleta de dados, e o laudo não deve ficar pronto no sábado (4). O motor do avião será apreendido pelo Cenipa, para apuração das causas do acidente.
O Corpo de Bombeiros também está no local e vai remover o matagal dos arredores para realizar a remoção do motor e das hélices da aeronave.
Acidente investigado pelo Cenipa aconteceu após neblina em voo
O avião bimotor caiu na sexta-feira (3), pouco depois de decolar do Aeroporto Santa Maria com destino ao Pantanal.
No acidente morreram o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff, reconhecida pelos estudos sobre tamanduás-bandeira no Pantanal.
Piloto e passageira estrangeira morrem em queda de avião
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A aeronave decolou de manhã, quando havia muita neblina na cidade. Logo após deixar a pista, o piloto tentou voltar ao aeroporto, mas a aeronave caiu em uma área de mata a cerca de 100 metros do hangar do Aero Rural.

O avião pertencia à empresa Amapil Táxi Aéreo, que divulgou nota nas redes sociais lamentando o acidente.
Piloto será sepultado neste sábado
O corpo do piloto Henrique Martin será sepultado às 10h deste sábado (4), no Cemitério Nacional Parque, em Campo Grande, de acordo com informações da família.
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Já o corpo da pesquisadora segue no Instituto Odontológico de Medicila Legal (Imol) de Campo Grande. De acordo com o delegado Sam Ricardo Suzumura, a Polícia Civil foi procurada pelas autoridades alemãs para confirmar oficialmente a morte da pesquisadora. Segundo ele, a família ainda decide, junto à embaixada da Alemanha, como será feita a liberação e a remoção do corpo.

“A família está se organizando lá, vendo o que eles vão resolver junto com a embaixada, se vai vir a família ou se a embaixada vai ser autorizada a se encarregar da remoção e liberação do corpo, isso eles não decidiram ainda”, explicou o delegado.