A possibilidade de abertura da CPI dos Consignados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso ganhou força após a deflagração da Operação Fugazi, da Polícia Federal. A avaliação foi feita pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), que considera a investigação um novo elemento capaz de destravar a criação da comissão.
A CPI, proposta pela deputada Janaína Riva (MDB), vinha encontrando resistência entre parte dos parlamentares, especialmente em razão da proximidade do período eleitoral. Antes da operação, havia dúvidas sobre o avanço do pedido dentro da Assembleia.
Segundo Max Russi, a ação da Polícia Federal envolvendo suspeitas relacionadas a agentes públicos estaduais fortaleceu o debate e pode levar deputados indecisos a apoiarem a instalação da comissão.
“Agora ganha força. Havendo uma operação da Polícia Federal e havendo agentes públicos envolvidos no Estado de Mato Grosso, com certeza fortalece muito esse debate”, afirmou.
O presidente da Assembleia explicou que a abertura da CPI depende de oito assinaturas e que o pedido já conta com seis ou sete apoios. Para ele, o novo cenário deve facilitar a obtenção do número necessário para o início dos trabalhos.
“Eu achava que nesse momento eleitoral uma CPI poderia ter dificuldade no seu encaminhamento. Mas, havendo operação da Polícia Federal e agentes públicos do Estado envolvidos, com certeza a Assembleia deve encaminhar esse processo de CPI”, declarou.
Max Russi ainda ressaltou a importância das investigações, que envolvem a situação financeira dos servidores públicos estaduais e os contratos de empréstimos consignados.
Fonte: MidiaJUr