Os dados do Monitor da Violência Contra a Mulher, da Sejusp/MS e do TJMS, mostram que as solicitações de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) seguem em patamar elevado em Mato Grosso do Sul. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 10.840 solicitações e 10.172 medidas concedidas.
Como os dados contemplam apenas os seis primeiros meses do ano, a tendência é que os números aumentem até o fechamento de 2026. O painel é atualizado continuamente e, na data da consulta, reúne informações até 15 de julho de 2026.
Observando a série histórica dos últimos cinco anos, percebe-se o crescimento da demanda por medidas protetivas:
| Ano | Solicitações | Medidas concedidas |
|---|---|---|
| 2022 | 14.957 | 13.408 |
| 2023 | 17.018 | 15.000 |
| 2024 | 17.166 | 15.484 |
| 2025 | 18.187 | 15.389 |
| 2026* | 10.840 | 10.172 |
*Dados de 2026 referentes ao primeiro semestre.
A evolução da série revela que as solicitações cresceram de forma consistente entre 2022 e 2025, alcançando o maior patamar da série, com 18.187 pedidos em 2025.
Em 2026, embora o total parcial seja inferior aos anos anteriores por abranger apenas os primeiros seis meses, já foram contabilizadas 10.840 solicitações, indicando a continuidade da elevada procura pelo mecanismo de proteção às vítimas de violência doméstica.
As concessões também permaneceram em níveis elevados, com 10.172 medidas deferidas no primeiro semestre de 2026.
Municípios com maior número de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) em 2026
- Campo Grande – 3.710
- Dourados – 931
- Três Lagoas – 564
- Corumbá – 471
- Ponta Porã – 319
- Naviraí – 268
- Paranaíba – 217
- Nova Andradina – 204
- Aquidauana – 183
- Sidrolândia – 153
- São Gabriel do Oeste – 128
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Violência doméstica: filhos agridem mais que namorados
Filhos agridem mais que namorados em MS, aponta Sejusp
Os dados do Monitor da Violência contra a Mulher da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), referentes ao primeiro semestre de 2026, reforçam um padrão conhecido da violência doméstica: ela continua sendo praticada principalmente por pessoas do círculo familiar e afetivo da vítima.
No entanto, um dado que chama atenção é que os filhos aparecem mais vezes como autores da violência do que os namorados, mostrando que o problema vai além das relações conjugais.
Os números do Monitor de Violência Contra a Mulher da Sejusp mostram que os principais vínculos entre autor e vítima são:
- Cônjuge: 41.134 ocorrências;
- Conviventes: 22.587;
- Outro vínculo: 11.483;
- Pais: 6.752;
- Filhos: 5.242;
- Namorados: 3.697;
- Irmãos: 3.532.
Ou seja, houve cerca de 1.545 registros a mais envolvendo filhos do que namorados, uma diferença de aproximadamente 42%. Isso indica que a violência doméstica também ocorre com frequência entre diferentes gerações da mesma família, e não apenas entre parceiros ou ex-parceiros.