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Jacaré é agredido a pedradas por ciclistas durante pedal no Pantanal

Dois homens ainda não identificados foram flagrados atirando pedras com um estilingue contra um jacaré durante um pedal ecológico na região entre Cuiabá e a Transpantaneira, no Pantanal mato-grossense. O caso, que repercutiu nas redes sociais, aconteceu no domingo (26) e pode configurar crime de maus-tratos.

A cena foi registrada por um dos envolvidos durante o Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal, promovido pelo Pedal do Cachorrão e o Instituto Brasil. O fato chamou atenção por ocorrer em evento que deveria promover o cicloturismo e a valorização das belezas naturais de Mato Grosso.

Nas imagens, um homem de roupas verdes de ciclista aparece atirando pedras no animal com um estilingue, enquanto o outro de roupas azuis faz a filmagem. Um deles procura pedras no chão e atira contra o réptil. Foram ao menos três arremessos.

Em determinado momento ele fala que acertou uma pedra na boca do animal e ri. “Ce ta doido ein, na boca do cara”, diz. “Nem mexeu”, responde o homem que filma. “Você é o cara ein”, acrescenta.

Atitude pode configurar crime ambiental

Atirar pedra em jacaré ou outro animal silvestre pode configurar crime ambiental. O artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 que dispõe sobre crime ambientais cita pena de detenção e multa para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

O Primeira Página entrou em contato com a Polícia Civil e com a Secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) para verificar se há registro da ocorrência ou averiguar se os órgãos receberam algum tipo de denúncia relacionada ao episódio, mas ainda não obteve retorno.

A reportagem não encontrou a defesa dos homens que aparecem na filmagem. Espaço segue aberto para manifestações.

Por meio de nota, o Instituto Brasil, entidade organizadora do Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal, manifestou repúdio e considerou o ato uma “conduta isolada de um participante durante a prova” e destacou que os dois homens foram identificados pela entidade e não poderão integrar as próximas etapas do projeto e nem participar de outros pedais.

Confira a nota na íntegra.

O Instituto Brasil manifesta seu absoluto repúdio à conduta isolada registrada em vídeo durante a etapa do Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal, realizada no domingo, 26 de julho, com destino à Transpantaneira, no município de Poconé.

O episódio retrata um comportamento estritamente individual, praticado por pessoas adultas e plenamente responsáveis por seus atos, incompatível com os princípios que orientam o projeto e sem qualquer relação com sua finalidade, organização ou diretrizes institucionais.

O Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal é executado pelo Instituto Brasil por meio de instrumento formal celebrado com o poder público, com objeto definido, plano de trabalho aprovado, metas, cronograma, acompanhamento, fiscalização e prestação de contas, em conformidade com a legislação aplicável às parcerias firmadas com organizações da sociedade civil.

A destinação de recursos públicos ao projeto está vinculada à execução integral das ações previstas no plano de trabalho, que contempla três edições do Circuito, nos municípios de Poconé, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio de Leverger.

A associação entre o valor global destinado à execução das três etapas e a conduta individual registrada no vídeo não traduz a realidade do projeto, tampouco constitui elemento capaz de indicar irregularidade na aplicação dos recursos públicos.

A etapa realizada em Poconé contou com inscrições gratuitas e ofereceu aos participantes alimentação, hidratação, pontos e equipes de apoio, veículos de suporte, van para transporte, apoio mecânico e a distribuição de kit composto por camiseta, sacochila e boné.

Esses serviços, somados à estrutura operacional, logística, técnica e de segurança necessária para a realização das três edições, integram a execução do projeto e estão submetidos aos mecanismos de controle, comprovação e prestação de contas previstos na legislação e no instrumento celebrado.

O Instituto Brasil esclarece, ainda, que a expressão “Pedal do Cachorrão”, utilizada em publicações sobre o episódio, refere-se a um fornecedor contratado para prestar serviços durante o evento. O referido fornecedor não é o realizador, gestor ou executor institucional do Circuito de Cicloturismo do Cerrado ao Pantanal.

Tão logo tomou conhecimento das imagens, o Instituto Brasil adotou as medidas administrativas cabíveis. Os participantes identificados não poderão integrar as próximas etapas do projeto nem participar de outros pedais realizados pela instituição.

A prática de qualquer ato contrário à legislação ambiental, ao respeito à fauna ou às regras mínimas de convivência social é de responsabilidade pessoal de quem o pratica. Não se mostra razoável atribuir à organização de um evento esportivo a responsabilidade de advertir previamente pessoas adultas sobre a proibição de agredir animais silvestres, conduta que, além de socialmente reprovável, já encontra vedação expressa na legislação brasileira.

O comportamento registrado não foi orientado, autorizado, estimulado ou tolerado pelo Instituto Brasil e não pode ser confundido com a finalidade do projeto, com a regularidade de sua execução ou com a atuação institucional da entidade.

O Instituto Brasil permanece à disposição dos órgãos competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o rigoroso cumprimento do plano de trabalho aprovado.

A instituição continuará promovendo ações voltadas ao esporte, ao cicloturismo, à integração regional, à valorização dos territórios e ao desenvolvimento sustentável, sem admitir que comportamentos individuais incompatíveis com esses valores sejam utilizados para deslegitimar um projeto regularmente instituído e executado em benefício da população.

Instituto Brasil

Várzea Grande, 27 de Julho de 2026.

A Transpantaneira, onde o evento de ciclismo aconteceu, é um dos principais cartões-postais do Pantanal mato-grossense e abriga jacarés, aves, capivaras e outras espécies que atraem turistas do Brasil e do exterior.

Jacaré Celso é agredido a pauladas

Este é o segundo registro de agressão relacionado a jacarés em Mato Grosso em menos de uma semana. Recentemente um trio foi flagrado batendo um pedaço de madeira no Jacaré Celso, animal conhecido por habitar o Parque das Águas, em Cuiabá e pelo convívio tranquilo com os visitantes e praticantes de atividades físicas que circulam no espaço.

Em nota enviada anteriormente ao Primeira Página, a Prefeitura de Cuiabá informou que não pretende retirar o jacaré do Parque das Águas e reforçou que os frequentadores devem evitar qualquer aproximação com o animal.

A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) abriu investigação para identificar os três homens flagrados agredindo o jacaré Celso.

  1. VÍDEO: jacaré ‘Celso’ é agredido por visitantes no Parque das Águas

  2. Homens filmados agredindo jacaré Celso no Parque das Águas em Cuiabá podem responder por maus-tratos

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Fatos e Boatos

No fim das contas, fica aquela sensação difícil de explicar. Mas quem saiba, dia 28 de Abril ás 19h, alguém explique em uma tribuna de câmara! Será?
A informação que circula é de que o reajuste deve alcançar remunerações de até R$ 4 mil, o que beneficiaria diretamente uma parcela significativa do funcionalismo.
Reza a lenda que numa certa repartição pública, surgiu uma nova líder autoproclamada “coach de transformação social”.
e você conhece esse tipo de “parceiro”, cuidado: o aperto de mão pode vir com veneno. E aqui a gente avisa: a onça pode até ser parda, mas o rastro é preto no branco.
Ao que parece, a luz vermelha ainda não acendeu na sala da justiça. Se as conversas de bastidores se confirmarem nos próximos dias, o jogo muda. E talvez não dê mais tempo de apagar o incêndio.
Com essa possível reconfiguração, o partido poderá contar com uma bancada de três vereadores na Câmara Municipal, o que fortaleceria bastante sua representatividade e articulação política local.

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