Candidato do PSD já foi preso na Operação Malebolge e enfrentou uma série de processos
O ex-deputado Gilmar Fabris (PSD) está de volta à corrida eleitoral em 2026, desta vez em busca de uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O retorno chama atenção também pela declaração de patrimônio: depois de já ter informado milhões de reais à Justiça Eleitoral em eleições anteriores, o político afirma novamente que não possui nenhum bem.
A oscilação é curiosa. Em 2010, Fabris declarou R$ 320 mil em dois imóveis rurais. Em 2014, o patrimônio informado chegou a R$ 5 milhões e, em 2018, ele declarou R$ 4,5 milhões em dinheiro. Nas eleições de 2022 e agora em 2026, porém, o patrimônio oficial voltou a aparecer zerado.
A trajetória política também não chega exatamente leve à nova campanha. Em 2017, Fabris foi preso preventivamente durante a Operação Malebolge, desdobramento da Ararath, após aparecer em imagens da Polícia Federal retirando malas de dinheiro de seu apartamento. Na ocasião, ele também foi citado em delações relacionadas a supostos esquemas de corrupção.
Ao longo da carreira, o ex-deputado ainda enfrentou processos e disputas judiciais relacionados a acusações de abuso de poder econômico, captação ilícita de votos e outras irregularidades. Em meio a esse histórico, Fabris tenta agora convencer o eleitorado a lhe devolver uma vaga na Assembleia — e, segundo a declaração oficial, sem carregar sequer um centavo no patrimônio.