No mundo dos rodeios, onde a arena é montada, os holofotes se acendem e o espetáculo começa, também existem histórias de bastidores que circulam entre fornecedores e prestadores de serviço.
O nome do empresário Zeca Batista, proprietário da JB Rodeios, voltou a aparecer nos comentários de quem acompanha o setor. Segundo relatos que chegaram à coluna, existem prestadores de serviço que afirmam ter realizado trabalhos em eventos ligados à empresa e que ainda aguardariam o pagamento pelos serviços prestados.
Entre os casos citados está um evento realizado no Pedra 90, em Cuiabá, que teria envolvido recursos provenientes de emendas parlamentares para a realização de eventos culturais, incluindo montarias em touros e cutiano. Conforme relatos repassados à coluna, alguns fornecedores envolvidos naquela estrutura ainda estariam cobrando valores referentes aos serviços realizados.
Nos bastidores, a justificativa atribuída ao empresário seria de que os recursos previstos para os pagamentos não teriam sido recebidos. A coluna, entretanto, teve acesso a documentos que comprovem integralmente as alegações destes comentários dos bastidores.
E aí vem a pergunta que começa a circular pelos corredores de Nobres:
Será que esses “boings” — ou melhor, esses “aviões” do rodeio — agora resolveram desembarcar por aqui?
A JB Rodeios está cotada para realizar o rodeio da Expoagro de Nobres, e a chegada da empresa já desperta a curiosidade de fornecedores e profissionais que trabalham na organização de grandes eventos.
A pergunta que fica é simples: quem estará na lista de pagamentos desta vez?
Antes que alguém interprete a coluna como sentença, vale lembrar: Fatos & Boatos não condena, não absolve e não substitui a Justiça. Apenas registra aquilo que circula nos bastidores e levanta questionamentos que merecem respostas.
Se os pagamentos foram realizados, ótimo. Se existem pendências, que sejam esclarecidas. E se houve algum problema com recursos de eventos anteriores, que as partes apresentem suas versões e, principalmente, os documentos.
Porque no rodeio, como na vida pública, a arena pode até apagar as luzes depois do espetáculo. Mas as contas continuam esperando do lado de fora.
Fica o registro. É mais um evento realizado com recurso publico que a empresa receberá!