Estado atingiu a nota A+ pelo quarto ano consecutivo. Com dívida sob controle, gestão garante dinheiro em caixa para tocar grandes obras e manter pagamentos em dia
Mato Grosso mantém nota A+ na Capag pelo 4º ano seguido e alcança a vice-liderança em Solidez Fiscal
Classificações refletem o equilíbrio das contas públicas e ampliam a capacidade do Estado de realizar investimentos e manter serviços à população
Lorrana Carvalho
Sefaz-MT
Mato Grosso manteve, pelo quarto ano seguido, a classificação A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), analisada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), e recuperou a segunda colocação nacional em Solidez Fiscal no Ranking de Competitividade dos Estados, publicado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Os resultados, referentes aos dados de 2025, são sustentados por uma política de responsabilidade fiscal adotada pelo Governo do Estado, que mantém a dívida sob controle em relação à arrecadação.
Para o secretário de Fazenda, Fábio Pimenta, os resultados demonstram a importância de manter uma gestão fiscal contínua. “Esse resultado consolida um trabalho que trata a responsabilidade fiscal com muita seriedade, mantendo a dívida sob controle e as contas organizadas. E o principal beneficiado é o cidadão, porque um Estado com solidez fiscal e liquidez tem condições de pagar seus compromissos em dia, manter o ritmo das obras e continuar avançando nos investimentos que chegam à população”, afirmou.
Na avaliação da STN, Mato Grosso recebeu nota A nos três indicadores da Capag: Endividamento, Poupança Corrente e Liquidez. Além deles, a Secretaria do Tesouro Nacional também considera o Indicador da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal (ICF), no qual o Estado obteve nota A. Com isso, Mato Grosso alcançou, pelo terceiro ano consecutivo, a classificação final A+, nota máxima concedida na avaliação. Antes da inclusão desse critério pela STN, o Estado já havia obtido nota A por três anos consecutivos.
A Capag avalia a situação fiscal dos Estados e é utilizada, entre outras finalidades, para verificar a capacidade de contratação de operações de crédito com garantia da União. Na prática, uma situação fiscal equilibrada permite ao Estado manter seus compromissos em dia, planejar a aplicação dos recursos e preservar a capacidade de investir em políticas públicas.
O bom desempenho também aparece no Ranking de Competitividade dos Estados. Mato Grosso passou da terceira para a segunda posição nacional no pilar de Solidez Fiscal, recuperando a vice-liderança.
Segundo a Secretaria Adjunta do Tesouro Estadual (Sate), essa trajetória está relacionada às medidas adotadas a partir de 2019 para reorganizar as contas públicas, como a reestruturação da dívida, mudanças na legislação fiscal e tributária, controle das despesas, recuperação da liquidez e fortalecimento da governança fiscal. As medidas também contribuíram para regularizar compromissos do Estado e manter reservas financeiras para assegurar o equilíbrio das contas.
“A manutenção desse equilíbrio contribui para que o Estado tenha condições de dar continuidade aos serviços públicos, executar políticas públicas e realizar investimentos sem comprometer a sustentabilidade das contas estaduais”, pontua a secretária adjunta do Tesouro Estadual, Luciana Rosa.
Os resultados da Capag e do Ranking de Competitividade indicam a continuidade da trajetória de recuperação fiscal iniciada em 2019. Desde então, Mato Grosso saiu das últimas posições e passou a se manter entre os estados mais bem colocados do país, ao mesmo tempo em que preserva a capacidade de pagamento e mantém um volume expressivo de investimentos em áreas estratégicas, como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública.