O vereador Sardinha (MDB), de Várzea Grande, anunciou que enviará três requerimentos à secretária de Saúde, Deisi Bocalon, nesta semana. Ele manifestou preocupação com a proposta de implantação de uma guarda armada em unidades de saúde, defendendo a necessidade de estudos e consulta à população antes de qualquer decisão.
“Para que se implante uma guarda armada em determinado local, requer uma série de estudos. Não pode ser feito de qualquer maneira. Quero saber se houve esses estudos e se há descontentamento por parte da sociedade”, afirmou o parlamentar, ressaltando que seu objetivo é trabalhar pelo bem da comunidade.
Com formação militar, Sardinha disse não ser contra a presença de guardas, mas questiona o uso de armas nesses espaços. Ele também quer saber qual será o protocolo de acesso dos vereadores às unidades, citando um incidente recente envolvendo um colega.
“Eu quero saber como nós, vereadores, poderemos desempenhar nosso papel sem enfrentar problemas ao adentrar em uma unidade de saúde que é de livre acesso. Será por reconhecimento facial, por íris, por dedo? Quero entender como funcionará isso”, disse, reforçando a importância da fiscalização parlamentar.
O vereador ainda rebateu a declaração da prefeita, que justificou a necessidade de guardas armados alegando falta de competência de alguns vigilantes. Segundo ele, durante o período em que atuou como policial militar no pronto-socorro, nunca houve incidentes graves envolvendo esses profissionais.
Por fim, Sardinha solicitou que seja apresentado um laudo psicológico elaborado por profissional do município para avaliar o impacto da presença de pessoas armadas na recuperação dos pacientes. “Acredito que a presença de armas pode causar transtornos na mente dos pacientes em recuperação. Um guarda uniformizado e identificado é bem-vindo, mas armado, aquele local não é para isso”, concluiu.