Foto: Reprodução
Wilton Eduardo Martins de Oliveira Neto morreu em um acidente de moto.
Da Redação/PowerMix
Novo São Joaquim/MT
No dia em que o filho completaria 19 anos, Suellen Leal de Oliveira usou as redes sociais para fazer um desabafo emocionado e deixar um alerta a outros pais.
Wilton Eduardo Martins de Oliveira Neto tinha 15 anos quando morreu em um acidente de moto, em outubro de 2022, em Novo São Joaquim/MT.
Em publicação realizada no último dia 22 de maio, data de aniversário do adolescente, a mãe relembrou a saudade que convive com a família desde a morte do filho e chamou a atenção para uma situação comum em cidades do interior: a liberação precoce de adolescentes para conduzir motocicletas ou outros veículos.
Segundo a mãe, muitas vezes os pais permitem que os filhos dirijam por acreditar que não há perigo, seja para ajudar no trabalho, ir à escola ou participar de passeios próximos à cidade. No caso de Neto, ele havia pedido para ir a um rio em um domingo.
É normal no interior deixar os filhos dirigirem, às vezes para ajudar no trabalho, às vezes para ir para escola, às vezes num passeio, num rio próximo à cidade, foi o caso do neto.
“Ele me pediu para ir no rio e a gente não vê maldade nisso. Na volta, ele bateu uma caminhonete. E isso mudou totalmente a nossa vida”, contou.
O acidente ocorreu na tarde de 23 de outubro de 2022, em uma estrada vicinal de Novo São Joaquim/MT. Além de Wilton, Moisés de Araújo Lima, de 25 anos, também morreu. Os dois estavam na motocicleta que se acidentou com uma caminhonete. Eles chegaram a ser socorridos e levados ao Hospital Municipal, mas não resistiram aos ferimentos.
À época, a Polícia Civil informou que, durante análise no local, peritos apontaram que a caminhonete teria invadido a pista, provocando a colisão. O condutor foi levado à delegacia e realizou teste de alcoolemia, com resultado de 0,00 mg/l.
No desabafo, a mãe afirmou que decisões vistas como simples no dia a dia podem gerar consequências irreversíveis. Ela também destacou que o medo de frustrar os filhos não pode se sobrepor à responsabilidade de protegê-los.
Para ela, o “não” deve ser usado como forma de cuidado, principalmente quando envolve situações de risco. Ao mesmo tempo, a mãe defendeu que os pais digam “sim” para momentos de convivência familiar, como almoçar juntos, brincar e fortalecer os vínculos dentro de casa.
“Diga não quando for necessário”, resumiu Suellen, ao pedir que outras famílias reflitam sobre permissividade, segurança no trânsito e prevenção de acidentes envolvendo jovens.
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