Olá seja bem vindo: 30/04/2026

Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
  • Home
  • Polícia
  • 11 são indiciados por esquema de desvios de R$ 21 milhões no TJMT

11 são indiciados por esquema de desvios de R$ 21 milhões no TJMT

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga um suposto esquema de fraude, que resultou em um rombo milionário no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). No documento, publicado assinado na última sexta-feira (8), o delegado Pablo Bonifácio Carneiro indicou o indiciamento de 11 pessoas, todas investigadas na Operação Sepulcro Caiado, deflagrada no dia 30 de julho.

Dentre os investigados estão empresários, advogados e servidores do TJMT, que de acordo com a polícia, causaram um prejuízo que pode chegar a R$ 21,7 milhões.

11 são indiciados por esquema de desvios de R$ 21 milhões no TJMT. (Foto: Lucas Ninno/GCOM)

O delegado descreve o caso como “uma verdadeira organização voltada à prática reiterada de fraudes contra o Poder Judiciário”, com participação de servidores e uso sistemático de advogados para simular a defesa das vítimas.

Segundo ele, o grupo agia com “elevado grau de certeza quanto à impunidade” e mantinha uma estrutura criminosa altamente organizada, com visão estratégica de lucro para cada processo fraudulento.

Como funcionava o esquema

De acordo com a inquérito, o modus operandi do grupo incluía:

  • Criação de execuções judiciais baseadas em documentos falsificados;
  • Inserção de procurações falsas para que advogados representassem vítimas sem autorização;
  • Apresentação de comprovantes de depósito falsos;
  • Criação, por servidores do TJMT, de “planilhas” fictícias para simular créditos antigos;
  • Liberação de alvarás judiciais sem lastro real;
  • Levantamento dos valores diretamente da Conta Única do TJMT.

O prejuízo confirmado até agora, referente aos 17 processos iniciais, é de R$ 11,7 milhões. A estimativa mínima de perdas chega a R$ 21,7 milhões.

Os indiciados

Conforme as investigações, cada um dos indiciados tinha funções e exercia uma atividade específica no esquema, descrito pela polícia como “sofisticado”. Eles foram presos durante os cumprimentos de mandados judiciais, da Operação Sepulcro Caiado, mas tiveram a liberdade decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os nomes listados estão:

  • João Gustavo Ricci Volpato: apontado como líder e articulador, controlava empresas usadas nas fraudes.
  • Wagner Vasconcelos de Moraes e Melissa França Praeiro Vasconcelos de Moraes: advogados que operavam juridicamente o esquema.
  • Luiza Rios Ricci Volpato e Augusto Frederico Ricci Volpato: familiares de João Gustavo que teriam recebido valores do esquema.
  • Themis Lessa da Silva, Régis Poderoso de Souza, Rodrigo Moreira Marinho, João Miguel da Costa Neto e Denise Alonso: advogados que representaram vítimas de forma fraudulenta.
  • Mauro Ferreira Filho: servidor do TJMT, apontado como o “contador” do grupo, criava planilhas falsas para liberar recursos.

Todos foram indiciados por crimes como estelionato, falsificação, peculato, lavagem de capitais e participação em organização criminosa.

O inquérito foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Ministério Público para continuidade da persecução penal. Outros nomes seguem sendo investigados em inquéritos complementares.

STF determina soltura

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou no sábado (9) a revogação da prisão preventiva de seis investigados na Operação Sepulcro Caiado. Os alvos estavam presos desde 30 de julho e responderão em liberdade mediante cumprimento de medidas cautelares.

Foram beneficiados com a decisão: Wagner Vasconcelos de Moraes, Melissa Franca Praeiro Vasconcelos de Moraes, Rodrigo Moreira Marinho, João Miguel da Costa Neto, Augusto Frederico Ricci Volpato e Régis Poderoso Souza. Todos haviam sido presos pelo mesmo decreto que atingiu o advogado João Gustavo Ricci Volpato, também investigado na operação, e cuja prisão já havia sido revogada pelo STF.

Ao estender os efeitos da decisão anterior, Gilmar Mendes destacou que o decreto prisional carecia do requisito de contemporaneidade, ou seja, não havia fatos recentes que justificassem a manutenção da prisão. Segundo ele, os supostos crimes de estelionato, peculato e falsificação de documentos teriam se consumado até 3 de março de 2023, mais de dois anos antes da deflagração da operação, sem registro de novas condutas que representassem risco atual ao processo, à ordem pública ou à aplicação da lei penal.

Operação Sepulcro Caiado

Deflagrada no dia 30 de julho, a Operação Sepulcro Caiado apura um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 21 milhões por meio de ações judiciais fraudulentas. O grupo é acusado de simular processos de cobrança e falsificar comprovantes de depósitos judiciais para viabilizar a emissão de alvarás e desviar recursos.

As investigações apontam a participação de advogados, pessoas ligadas a magistrados e um servidor do próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que teria manipulado sistemas internos para legitimar as movimentações financeiras. O TJMT colaborou com as apurações, fornecendo acesso a dados e ajudando a identificar as irregularidades.

Entre as vítimas, há empresários e cidadãos que tiveram dívidas judicialmente quitadas em seus nomes sem conhecimento, além de casos envolvendo pessoas em situação de vulnerabilidade, como um interditado judicialmente.

O Primeira Página tenta contato com a defesa dos investigados.

  1. Acidente na BR-163 matou servidora e estagiária do TJMT

  2. Servidor do TJMT investigado por fraude milionária se entrega à polícia

  3. Advogados já podem se inscrever para disputar vaga no TJMT pelo Quinto Constitucional

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

Fatos e Boatos

No fim das contas, fica aquela sensação difícil de explicar. Mas quem saiba, dia 28 de Abril ás 19h, alguém explique em uma tribuna de câmara! Será?
A informação que circula é de que o reajuste deve alcançar remunerações de até R$ 4 mil, o que beneficiaria diretamente uma parcela significativa do funcionalismo.
Reza a lenda que numa certa repartição pública, surgiu uma nova líder autoproclamada “coach de transformação social”.
e você conhece esse tipo de “parceiro”, cuidado: o aperto de mão pode vir com veneno. E aqui a gente avisa: a onça pode até ser parda, mas o rastro é preto no branco.
Ao que parece, a luz vermelha ainda não acendeu na sala da justiça. Se as conversas de bastidores se confirmarem nos próximos dias, o jogo muda. E talvez não dê mais tempo de apagar o incêndio.
Com essa possível reconfiguração, o partido poderá contar com uma bancada de três vereadores na Câmara Municipal, o que fortaleceria bastante sua representatividade e articulação política local.

VEJA MAIS

Vereadora Lucélia lidera avanços e cobra ações efetivas para saúde mental e o atendimento ao autismo em VG – O Mato Grosso

O município de Várzea Grande tem avançado na construção de políticas públicas voltadas ao atendimento…

Xeque-mate no fim de semana: Cuiabá recebe torneio de xadrez no Goiabeiras Shopping

O primeiro fim de semana de maio promete estratégia, concentração e diversão em Cuiabá. O…

Gritos de socorro salvam mulher de agressão em frente à delegacia em Campo Grande

Um homem de 25 anos foi preso na noite desta quarta-feira (29), enquanto tentava agredir…