A nanotecnologia mato-grossense acaba de conquistar um marco importante: a equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), criadora da startup NanoGrow, obteve a patente de uma tecnologia inédita para o agronegócio brasileiro.
O grupo, formado pelos professores Ailton Terezo, Adriano Buzutti, Marilza Castilho e Adriana Cardoso, trabalha há mais de dez anos no desenvolvimento de insumos nanotecnológicos voltados para aumentar a produtividade agrícola com sustentabilidade. Entre as soluções estão a nanossílica, que fortalece a estrutura das plantas, e os nanocarbonos, capazes de potencializar a fotossíntese e reduzir perdas causadas por estresses climáticos.
Do laboratório para o campo
Segundo o professor Ailton, a conquista da patente representa um divisor de águas para o projeto.
“Com a patente, garantimos segurança jurídica e reconhecimento científico. É o passo que faltava para avançar da pesquisa para a aplicação em larga escala no campo”, afirmou.
Testes já realizados em culturas como soja, algodão e pastagem de braquiária demonstraram resultados expressivos. No caso do algodão, por exemplo, houve até 176% de aumento na massa seca, comprovando o potencial de impacto da tecnologia.
Inovação com selo mato-grossense
O processo de proteção intelectual foi conduzido em parceria com o Escritório de Inovação Tecnológica (EIT) da UFMT, reforçando o papel da universidade na transformação de ciência em negócios. Para a professora Adriana Cardoso, a conquista simboliza o amadurecimento da startup.
“A patente mostra que a NanoGrow não é apenas um projeto acadêmico, mas uma inovação pronta para atrair parceiros e entrar no mercado”, destacou.
Potencial para o futuro do agro
Com a patente, a NanoGrow se posiciona como uma das principais apostas em biotecnologia aplicada ao campo, em um momento em que o agronegócio brasileiro busca alternativas sustentáveis diante das mudanças climáticas.
A startup já havia ganhado destaque em 2025 ao vencer o Hackathon Smart Agro, realizado durante a ExpoLondrina, e agora soma mais um capítulo em sua trajetória. A expectativa é que a tecnologia patenteada abra portas para investimentos, parcerias e futura industrialização, colocando Mato Grosso na vanguarda da inovação agropecuária.
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