Aos 22 anos, a estudante de odontologia Júlia Nascimento Barbieri foi encontrada morta dentro de casa em Guarantã do Norte (MT), na manhã desta sexta-feira (21). A investigação da Polícia Civil, aponta para feminicídio, seguido do suicídio. O suspeito seria o servidor público e subsecretário de Infraestrutura Gabriel Dembogurski, de 36 anos.
Com este caso, Mato Grosso chega a 50 feminicídios em 2025, ultrapassando o total registrado em todo o ano passado, quando o estado encerrou 2024 com 47 vítimas, segundo o Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual (MPMT).
O estado contabilizava 49 vítimas até esta quinta-feira. Guarantã do Norte passa agora a integrar a lista de municípios com ocorrências confirmadas neste ano.
A investigação da polícia, aponta que o crime ocorreu por volta das 22h de quinta-feira (20). Os corpos só foram descobertos cerca de dez horas depois, quando o filho do casal chegou ao imóvel, por volta das 8h30, e chamou a polícia.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi responsável pelos primeiros levantamentos. A Polícia Civil informou que trabalha com a linha de investigação de feminicídio, seguido do suicídio, mas reforça que as circunstâncias completas ainda serão apuradas.
Rede de apoio e canais de denúncia
Casos de violência doméstica e familiar podem ser denunciados anonimamente pelos seguintes canais:
- Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher
- Disque 190 – Polícia Militar
- 127 – Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso
O Observatório Caliandra mantém ferramentas de orientação, estatísticas, cartilhas e acesso à rede de atendimento em todo o estado.
Pena para feminicídio
A pena para feminicídio agora varia de 20 a 40 anos de reclusão, conforme a Lei nº 14.994/2024. Antes da mudança, a punição prevista era de 12 a 30 anos. A nova legislação também tornou mais rígidas outras regras: passou a exigir o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica em qualquer saída temporária do condenado e proibiu a visita íntima para quem cumpre pena por feminicídio.
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