O anúncio feito pelo Governo do Estado, no Palácio Paiaguás, sobre a requisição definitiva do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá repercutiu na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Parlamentares destacaram a importância da manutenção da unidade, considerada referência histórica na saúde pública da Capital.
Com a participação de deputados estaduais, o governador Mauro Mendes informou que o Estado apresentará proposta formal de R$ 25 milhões ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT), responsável pela custódia do imóvel, para viabilizar a aquisição definitiva da estrutura e assegurar o funcionamento do Hospital Estadual Santa Casa.
O presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), avaliou como positivo o encaminhamento, resultado do diálogo entre o Parlamento e o Executivo. Segundo ele, a maioria dos deputados defende a continuidade das atividades da Santa Casa em razão da relevância histórica e assistencial da unidade para Mato Grosso.
“Fico feliz com a notícia de que vamos dar um encaminhamento e não haverá o fechamento da Santa Casa, que é uma estrutura importante para a saúde do nosso Estado”, declarou.
Max Russi ressaltou que a Assembleia atuou de forma firme na busca por uma solução consensual que garantisse a permanência dos atendimentos à população.
O deputado Júlio Campos (União) classificou a decisão como um “dia histórico” para Cuiabá e para Mato Grosso. De acordo com ele, a proposta de aquisição pelo valor de R$ 25 milhões, somada aos cerca de R$ 60 milhões já investidos pelo Estado durante o período de intervenção, assegura segurança jurídica e continuidade dos serviços prestados.
“Foi uma luta desta Assembleia Legislativa, especialmente dos deputados da Baixada Cuiabana, para que a Santa Casa não fechasse as portas. Hoje, quem ganha é a população de Mato Grosso”, afirmou.
A iniciativa também foi comemorada pelo primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), que relatou ter realizado reuniões, visitas técnicas e articulações para evitar o encerramento das atividades. Ele destacou a importância da manutenção dos serviços de oncologia e, principalmente, da nefrologia pediátrica, considerados essenciais e que não puderam ser transferidos para outras unidades.
“Essa é uma conquista de todos que lutaram para que a Santa Casa não fechasse as portas. Eu estive lá, ouvi médicos, pacientes, funcionários e defendi que serviços como a oncologia e a nefrologia pediátrica não poderiam ser interrompidos. São tratamentos que salvam vidas todos os dias”, afirmou.
Júlio Campos acrescentou que a unidade presta serviços estratégicos, como oncologia, hemodiálise e cirurgias gerais, e poderá concentrar novos atendimentos em uma estrutura reformada durante a intervenção estadual. Ele informou ainda que continuará destinando emendas para cirurgias eletivas, contribuindo para a redução da fila de espera na rede pública.
Na tribuna, o deputado Elizeu Nascimento (Novo) enfatizou que a continuidade da Santa Casa fortalece a rede pública, especialmente nas áreas de alta complexidade. Para ele, a decisão representa uma resposta concreta à população e consolida um momento de ampliação da estrutura hospitalar em Mato Grosso.
Também estiveram presentes no anúncio, no Palácio Paiaguás, os deputados Dilmar Dal Bosco (União), Carlos Avallone (PSDB), Chico Guarnieri (PRD), Paulo Araújo (PP), Diego Guimarães (Republicanos) e Fábio Tardin (PSB).