A morte de uma bebê de 1 ano e 7 meses, após um suposto atropelamento em Campo Grande, reacendeu o alerta sobre os riscos das manobras perigosas com motocicletas, prática comum em alguns pontos da cidade e que pode ter consequências fatais.
De acordo com o tenente Rafael Velário, do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), empinar moto ou realizar qualquer tipo de manobra arriscada em via pública é considerado infração gravíssima.
“Praticar manobra perigosa na via pública é infração de natureza gravíssima, com sete pontos na CNH, multa de cerca de R$ 3 mil e suspensão do direito de dirigir por 12 meses”, explicou.
Além das penalidades administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o militar destaca que a conduta também pode ser enquadrada como crime.
“Se essa manobra gerar perigo ou resultar em morte, pode ser considerada crime de trânsito, com pena que pode chegar à reclusão de 5 a 10 anos”, afirmou.
Segundo o tenente, em casos de reincidência, a punição é ainda mais severa. “A multa pode ser multiplicada por dois, além da nova suspensão do direito de dirigir”, disse.
O tenente informa que o BPMTran realiza operações frequentes para coibir esse tipo de prática, especialmente em locais conhecidos por concentrarem motociclistas.
“Nós atuamos com base em inteligência e denúncias. Há operações, por exemplo, na Avenida Afonso Pena, em frente ao estacionamento do Bioparque Pantanal, além de bairros como Nova Lima, Tijuca e Aero Rancho”, detalhou.
Ainda conforme o tenente, encontros e eventos com motociclistas só podem ocorrer mediante autorização prévia dos órgãos competentes.
“O organizador precisa de autorização da Polícia Militar, da agência de trânsito e do Detran, além de garantir cobertura para possíveis danos a terceiros”, afirmou.
A população também pode contribuir com a fiscalização. “Se houver flagrante de manobra perigosa, a orientação é acionar o 190. Com várias denúncias, conseguimos mapear a região e montar operações específicas”, explicou.
Outro ponto importante, segundo ele, é a produção de provas, com fotos e vídeos em que seja possível identificar as motocicletas.
“Se possível, registrar imagens, identificar a placa e levar à Polícia Judiciária. Isso ajuda na investigação de crimes de trânsito”, concluiu.
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Morte da bebê
Uma bebê de 1 ano e sete meses morreu no dia 28 de março de 2026, após ser atropelada enquanto estava no colo do pai, em Campo Grande.
A bebê morreu após sofrer ferimentos graves em um suposto atropelamento, cuja dinâmica ainda não foi esclarecida e levanta dúvidas entre familiares.
Apesar da gravidade, a Polícia Militar informou que não foi acionada no momento do suposto acidente envolvendo a bebê em Campo Grande.
“Não houve solicitação para registro do sinistro de trânsito na ocasião. O registro acabou sendo feito posteriormente na Polícia Civil por familiares”, explicou o tenente da BPMTran.
O caso da bebê segue sob investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que apura as circunstâncias do ocorrido.