A derrota do Ação para o Itabirito pelo placar de 1 a 0, neste domingo (24), terminou marcada por um forte desabafo do técnico Wellington Souza. Após a partida, o comandante da equipe não poupou críticas à arbitragem e também direcionou cobranças à Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), afirmando que o clube vem sendo prejudicado constantemente dentro das competições nacionais.
Apesar da revolta, Wellington iniciou sua entrevista reconhecendo o desempenho das equipes em campo e destacando o equilíbrio do confronto. Segundo ele, o jogo teve dois tempos distintos, mas o Ação buscava justamente a postura apresentada na primeira etapa.
“Primeiro, acho que foi um grande jogo. Acho que você fez uma boa análise, dois tempos bem distintos, mas a gente queria aquilo mesmo no primeiro tempo. Parabenizar a nossa equipe pelo trabalho que vem fazendo e também o Itabirito”, afirmou.
Na sequência, o treinador mudou o tom e fez duras críticas à condução da arbitragem. De acordo com Wellington, os profissionais responsáveis pelas partidas estariam agindo de maneira “mal intencionada” contra os clubes que tentam fortalecer o futebol mato-grossense.
“A Federação de Mato Grosso de Futebol tem que entender o que ela quer para o futebol do estado. Não é possível. Todo jogo esses caras vêm mal intencionados. A gente vem de fora, quer crescer o futebol no estado, quer trabalhar, mas toda vez acontece isso”, disparou.
O técnico também reclamou das punições recebidas à beira do campo e afirmou que vem sendo constantemente ameaçado pelos integrantes da arbitragem durante os jogos.
“Eu já tomei três cartões, só aqui que eu tomo cartão. Eu abro a boca para falar de um lateral e sou ameaçado. Todo jogo nós somos ameaçados pelos bandeiras. A gente não consegue trabalhar”, afirmou.
Wellington ainda citou outros clubes do futebol estadual e declarou que equipes como Misto, Operário VG e o próprio Ação buscam crescimento e fortalecimento dentro do cenário local. Segundo ele, porém, a arbitragem estaria atuando no sentido contrário.
“Esses senhores trabalham contra. Parece que têm raiva da gente que trabalha aqui. Essa é a verdade do Estado”, concluiu o treinador.