A venda do mando de campo do Fortaleza para a partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil foi alvo de críticas do técnico do Palmeiras, Abel Ferreira. Após a vitória por 3 a 0 sobre o time cearense no jogo de ida, na Nubank Parque, o treinador afirmou que é contrário à prática de transferir partidas para outras praças, mesmo reconhecendo o benefício financeiro da negociação.
O confronto decisivo será disputado na quarta-feira (5), às 20h30 (de MT), na Arena Pantanal, em Cuiabá. Inicialmente, a partida estava marcada para a Arena Castelão, em Fortaleza, mas o clube cearense vendeu o mando de campo e solicitou a mudança à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que confirmou a alteração. A negociação renderá cerca de R$ 2,2 milhões ao Fortaleza.
Antes de fazer a crítica, Abel Ferreira chegou a brincar com a situação ao comentar o placar construído pelo Palmeiras no primeiro duelo.
“Eles já sabiam que vinham aqui perder de 3 a 0”, disse o treinador.
Na sequência, porém, adotou um tom mais sério e defendeu que nenhum clube deveria ter autorização para negociar o mando de suas partidas.
“Se perguntar a minha opinião, isso não devia ser autorizado. Nem para o Palmeiras, nem para o Flamengo, nem para o Corinthians, nem para o São Paulo… para ninguém. Mas entendo a parte financeira. Porque, quando fazem isso, há uma compensação financeira. As equipes todas deveriam jogar nas suas casas”, afirmou.
Dentro de campo, o Palmeiras chega em situação confortável para o confronto de volta. Após vencer por 3 a 0 no jogo de ida, a equipe paulista pode perder por até dois gols de diferença que, ainda assim, garante a classificação às quartas de final da Copa do Brasil.
Já o Fortaleza terá uma missão difícil diante de sua torcida em Cuiabá. O Leão precisará vencer por três gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis. Para conquistar a vaga no tempo normal, será necessário um triunfo por quatro ou mais gols de vantagem sobre o Palmeiras.