Uma diretora de escola estadual de Nobres, em Mato Grosso, foi agredida ao tentar intervir em uma briga entre duas alunas na manhã desta quarta-feira (12). A ocorrência foi registrada por volta das 9h45, durante o intervalo, na Escola Estadual Nilo Póvoas, localizada na Rua Mato Grosso.
Segundo o relato registrado pela Polícia Militar, a diretora, identificada no boletim como Adriana, foi informada por uma professora de que havia uma briga acontecendo no banheiro feminino da unidade escolar.
Ao chegar ao local, a diretora encontrou uma adolescente de 15 anos sobre outra aluna, também de 15 anos, desferindo socos contra o rosto da vítima. Na tentativa de interromper as agressões e retirar a adolescente de cima da colega, a diretora acabou sendo atacada.
De acordo com o registro policial, a adolescente passou a desferir socos contra o rosto e as costas da diretora, provocando uma lesão na região do nariz. A situação precisou ser controlada com o auxílio de um professor, que segurou a adolescente e a manteve contida até a chegada da Polícia Militar.
A adolescente que teria sido agredida durante a briga apresentava hematomas no rosto, cortes na boca, hematoma na cabeça e uma lesão na mão direita, conforme o boletim de ocorrência.
Já a adolescente apontada como suspeita apresentava um hematoma no pulso direito. O Conselho Tutelar foi acionado e esteve no local para acompanhar a ocorrência.
Os conselheiros ofereceram-se para levar a adolescente a uma unidade hospitalar para avaliação médica devido ao hematoma no pulso. Entretanto, segundo a Polícia Militar, a mãe da menor recusou o atendimento naquele momento e informou que posteriormente levaria a filha por conta própria.
Após a confecção do boletim de ocorrência, as duas adolescentes, acompanhadas de seus responsáveis, foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Nobres para as providências cabíveis.
Os pais ou responsáveis pelas menores também compareceram à unidade policial para acompanhar a ocorrência.
O caso foi registrado como lesão corporal e deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
Por se tratar de adolescentes, a reportagem preserva a identidade das menores envolvidas, em respeito à legislação de proteção à criança e ao adolescente.