Os empresários Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi foram presos na manhã desta sexta-feira (9) em Primavera do Leste, onde moram, em mais uma fase da operação que investiga o assassinato do advogado Renato Nery. Apontados como mandantes do crime, os dois foram transferidos para Cuiabá após passarem por audiência de custódia.
O advogado de defesa, Felipe Maia, afirmou que o casal tem colaborado com as investigações e entregou espontaneamente o celular com a senha às autoridades. “Por ora, a defesa não tem muito a declarar, porque ainda não teve acesso à decisão que determinou a prisão”, completou.
É a terceira vez que o casal é alvo da Polícia Civil. A primeira foi em novembro do ano passado, com mandados de busca e apreensão. Em abril, a Justiça aplicou medidas cautelares, como proibição de deixar a cidade, apreensão dos passaportes e uso de tornozeleira eletrônica. Agora, quase 10 meses após o crime, a prisão preventiva foi decretada.

Com essa nova fase da investigação, a Polícia Civil totaliza 10 pessoas presas. Entre elas, está Alex Roberto de Queiroz, o executor do crime, que aparece em imagens de segurança fugindo em uma motocicleta após os disparos.
Também foram presos dois policiais militares, ex-integrantes da Rotam, que teriam contratado o atirador e fornecido a arma usada. Outros quatro PMs foram detidos por suspeita de envolvimento em uma tentativa de encobrir o crime, ao plantar a arma em outra ocorrência de roubo.

Renato Nery foi baleado pelas costas no dia 5 de julho de 2024, ao chegar no escritório onde trabalhava, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Segundo a investigação da Delegacia de Homicídios, ele foi atingido na cabeça e não resistiu. A principal linha investigativa aponta que o crime foi motivado por uma disputa de terras.
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