Dando início à Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, Mato Grosso do Sul realiza, nesta terça-feira (4), o Dia D da mobilização.
A ação terá início com a coleta de material genético de três familiares de pessoas desaparecidas, na sede da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), em Campo Grande.
O evento ocorre em todo o país, de forma simultânea, entre os dias 5 e 15 de agosto. O objetivo é ampliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos, facilitando a identificação de pessoas desaparecidas em todo o Brasil.
Dados
Segundo a Polícia Civil, Mato Grosso do Sul registrou, em 2025, 295 ocorrências de pessoas desaparecidas. Desse total, 240 pessoas tiveram o paradeiro localizado. Das 55 restantes, 30 já foram encontradas, mas as famílias não compareceram à delegacia para atualizar a situação.
Dos 25 casos que continuam sem solução, 4 são registros antigos, mas que só foram comunicados à polícia neste ano, com intuito de resolver pendências de sucessão familiar.
Além disso, 12 investigações seguem sem resposta por parte das famílias, quando são procuradas pela delegacia. Outros 9 desaparecimentos estão em investigação avançada, com expedição de ofícios para análise de dados que ajudem nas buscas.
Ainda conforme a polícia, a maioria dos casos é decorrente de pessoas sofrendo do Mal de Alzheimer ou outros quadros demenciais.
Neste ano, houve um aumento no número de desaparecimentos envolvendo pessoas com transtornos psicológicos, como a depressão. A maioria das vítimas possuem entre 20 e 25 anos.