Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
A decisão da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait de revogar a prisão preventiva de um homem investigado por envolvimento na morte de William Gabriel Fonseca provocou forte repercussão e indignação em Nova Mutum/MT.
O caso remonta ao acidente ocorrido no dia 9 de março deste ano, em uma estrada vicinal do município, que resultou na morte do jovem de 25 anos. O investigado se apresentou espontaneamente à polícia quatro dias depois, acompanhado de advogado, e teve a prisão preventiva decretada com base em suspeitas de homicídio culposo na direção de veículo, omissão de socorro e fuga do local.
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Apesar da gravidade das acusações e do parecer favorável do Ministério Público à manutenção da prisão, a magistrada determinou a soltura do investigado 12 dias após a decisão inicial. A medida foi substituída por cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de sair de casa durante o período noturno.
O caso ganhou contornos ainda mais sensíveis após a confirmação de que o investigado também responde a outro processo por acidente com morte. Em outubro de 2024, ele teria se envolvido em uma ocorrência na rodovia MT-249 que vitimou Elcimar Pinheiro Gomes, de 52 anos.
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Familiares da vítima relataram indignação diante da nova decisão judicial, apontando sensação de impunidade e insegurança. O sentimento também ecoa entre moradores da cidade, que cobram maior rigor nas respostas do sistema de Justiça em casos de reincidência no trânsito.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a revogação da prisão preventiva levou à perda de objeto do habeas corpus impetrado pela defesa. Com isso, o processo foi encerrado sem análise do mérito, conforme previsto na legislação.
Na decisão, a magistrada destacou:
“Ante o exposto, conheço do habeas corpus e julgo prejudicado o pedido, extinguindo o feito sem resolução do mérito, em razão da superveniente perda do objeto.”
Expectativa por responsabilização
Enquanto o investigado responde em liberdade, o caso segue sob investigação. A expectativa da sociedade é de celeridade na apuração e eventual responsabilização, especialmente diante da gravidade dos fatos e da repetição de episódios envolvendo mortes no trânsito.
O episódio reacende o debate sobre a eficácia das medidas cautelares e o rigor das decisões judiciais em crimes de trânsito, sobretudo quando há histórico de reincidência.
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