Olá seja bem vindo: 16/04/2026

Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
  • Home
  • Esportes
  • Drones e reconhecimento facial: como Arena MRV rastreou vândalos na final da Copa do Brasil

Drones e reconhecimento facial: como Arena MRV rastreou vândalos na final da Copa do Brasil

Logo após os incidentes registrados durante a partida entre Atlético-MG e Flamengo, pela final da Copa do Brasil, a administração da Arena MRV e as forças de segurança de Minas Gerais iniciaram o processo de identificação dos torcedores que arremessaram bombas, pularam as catracas do estádio e tentaram invadir o gramado.

Para isso, o sistema de segurança do estádio, com câmeras e outros itens, foi acionado. A Arena MRV conta com mais de 350 câmeras espalhadas pelo estádio, além de drones que monitoram os arredores do bairro California, na região noroeste de Belo Horizonte.

O monitoramento em dias de jogos é realizado no Centro de Controle de Operações (CCO) da Arena. Nesta sala, reúnem-se os agentes do estádio e também de segurança pública e privada, para uma operação coordenada.

“A gente brinca que é o cérebro da Arena. Aqui [no CCO], estão todos os órgãos de segurança, todos os órgãos internos do Atlético, de engenharia, de operações, de segurança. Aqui, é feito todo o monitoramento interno e externo da Arena, então todas as decisões operacionais de segurança são tomadas dentro desta sala”, explicou Leonardo Barbosa, superintendente de Operações da Arena MRV.

Além das câmeras, a Arena conta com um sistema especial para a identificação e rastreamento de possíveis criminosos, conforme explicou o chefe de segurança, Coronel Olimpio Garcia.

“O nosso sistema tem uma curiosidade, e ela foi muito usada agora para identificar esses vândalos que agiram nesse jogo, que a gente consegue rastrear a pessoa aqui dentro. Então, a partir do momento que a gente identifica que a pessoa fez alguma coisa errada, a gente carrega a foto no sistema e as câmeras automaticamente começam a rastrear essa pessoa na Arena”, afirmou.

Três níveis de monitoramento

Para ter conhecimento de tudo o que acontece dentro e fora da Arena, o Centro de Controle de Operações trabalha com três níveis de monitoramento.

O primeiro é de monitoramento externo, para entender como está o fluxo de pessoas chegando na Arena e como está o fluxo de trânsito. Esse monitoramento é feito por drones, sendo um exclusivo para a segurança e outro para cuidar do tráfego no entorno, traçando o primeiro anel de segurança.

O segundo nível de monitoramento é na esplanada do estádio, com câmeras posicionadas em todos os acessos e também com o apoio do drone, que possui um software agregado que permite fazer a contagem de público em determinado espaço territorial.

O terceiro nível é dentro da Arena, com câmeras posicionadas nos portões, que fazem o reconhecimento facial. Esses dados são compartilhados com a polícia.

Do CCO, os agentes de segurança pública e privada monitoram a movimentação de torcedores antes, durante e após o término dos jogos. Em caso de incidentes, uma força-tarefa é acionada para impedir a ação dos vândalos. Segundo Coronel Olimpio, as decisões tomadas nessa sala são compartilhadas em tempo real com todos os envolvidos.

“A gente tem um representante de cada serviço que é prestado dentro da Arena MRV. Nós temos um representante da engenharia da Arena, um da segurança privada, uma representante dos socorristas, dos serviços médicos, da Polícia Militar e da fiscalização da Prefeitura. Então, todas as decisões que acontecem aqui dentro são compartilhadas em tempo real com todos esses órgãos que estão envolvidos, e são decisões que conseguem ser aplicadas de uma forma muito rápida, por ter essa comunicação direta”, afirmou.

Identificação e prisão de suspeitos

Segundo a Polícia Civil, até o momento, seis pessoas estão presas pelos incidentes na final da Copa do Brasil. Mais de 700 seguranças privados trabalharam na partida. Desses, mais de 100 atuaram e contiveram a tentativa de invasão ao gramado. Eles também realizaram a revista dos torcedores.

O número de profissionais empenhados em cada jogo varia de acordo com o protocolo de segurança estabelecido pela administração da Arena MRV e Polícia Militar. Além disso, o Atlético-MG informou que já iniciou os procedimentos para que todos os identificados sejam punidos administrativamente.

“Para se ter uma ideia, a gente tinha uma média de 400 a 450 seguranças privados em média nos jogos. A gente teve pra esse jogo 710 [seguranças privados]. Então, a gente estava preparado de fato para um jogo muito mais complexo. A gente teve o maior efetivo da Polícia Militar também da história da Arena, a gente estava muito preparado, mas, infelizmente, os vândalos vieram não para torcer, mas para praticar crimes e invasões”, explicou Leonardo Barbosa.

Com o apoio do Centro de Controle de Operações da Arena MRV, a Polícia identificou e prendeu, no último domingo (17), o homem de 24 anos que arremessou a bomba que atingiu o fotojornalista Nuremberg José Maria. O Atlético-MG prestou apoio ao fotógrafo e custeou as despesas do tratamento. O profissional recebeu alta na última sexta-feira (15).

Após a prisão, o vice-governador de Minas Gerais, Professor Mateus Simões, afirmou que crimes como esse não serão tolerados no futebol mineiro.

“Para nós, o importante é explicar a quem está em casa duas coisas. A primeira é que pode frequentar o estádio, porque nós vamos trabalhar para garantir a segurança. A segunda é: não tenha dúvidas, se você praticar um crime nesse ambiente, você será identificado e preso”, disse.

Além disso, o vice-governador também foi perguntado sobre a segurança na Arena MRV e afirmou que o estádio é considerado seguro pelas forças de segurança, seguindo todos os padrões recomendados.

“Para nós, a Arena é absolutamente segura para a realização de jogos. Ela não foi pensada para conter tumultos desse tipo, como uma arena de futebol não deveria ser e como, aliás, no resto do mundo não é, efetivamente. O padrão dela de segurança é absolutamente compatível com o que eles chamam de padrão Fifa de segurança de estádio. Aparentemente o nosso torcedor, nesses casos, é que não é compatível com o ambiente público de torcida, de estar presente no ambiente esportivo”, explicou.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

Fatos e Boatos

A informação que circula é de que o reajuste deve alcançar remunerações de até R$ 4 mil, o que beneficiaria diretamente uma parcela significativa do funcionalismo.
Reza a lenda que numa certa repartição pública, surgiu uma nova líder autoproclamada “coach de transformação social”.
e você conhece esse tipo de “parceiro”, cuidado: o aperto de mão pode vir com veneno. E aqui a gente avisa: a onça pode até ser parda, mas o rastro é preto no branco.
Ao que parece, a luz vermelha ainda não acendeu na sala da justiça. Se as conversas de bastidores se confirmarem nos próximos dias, o jogo muda. E talvez não dê mais tempo de apagar o incêndio.
Com essa possível reconfiguração, o partido poderá contar com uma bancada de três vereadores na Câmara Municipal, o que fortaleceria bastante sua representatividade e articulação política local.
Dizem que há vereadores desconfortáveis com essa manobra, mas ainda não tiveram coragem de bater de frente.

VEJA MAIS

Audiência pública discute caminhos para fortalecer economia indígena em MT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta terça-feira (14), sessão solene…

Novo repete roteiro e pode abandonar candidatura ao Governo

O Partido Novo lançou mais um nome ao Governo de Mato Grosso, mas já admite,…

Polícia Civil prende homem investigado por furtos qualificados em Barra do Garças

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra…