O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso acompanha com cautela a crise envolvendo a prefeita de Várzea Grande e o vereador Samir, acusado por ela de violência política de gênero. Apesar da repercussão, a prefeita ainda não protocolou a representação formal junto à direção estadual da sigla.
O presidente Estadual do PL, Ananias, afirmou que o partido está aguardando o documento para avaliar o caso e tomar as medidas cabíveis.
“Tudo depende do que estiver escrito nessa representação. Nós não sabemos ainda o teor completo do que a prefeita vai colocar. O que eu falo é que, quanto mais graves forem as acusações, mais atitudes severas a gente vai tomar”, declarou Ananias.
Segundo o dirigente, a prefeita relatou sentir-se “acuada e desprestigiada” pelas declarações do vereador, mas até o momento não formalizou a denúncia.
“O Samir é uma pessoa decente, mas a prefeita também é muito decente. O que queremos é união dentro do partido. Assim que a representação for apresentada, vamos montar uma comissão e tomar uma decisão”, explicou.
Ananias também destacou que a imunidade parlamentar garante liberdade de expressão dentro da Câmara, mas que o partido avaliará se houve extrapolação das falas para fora do Legislativo.
“A prefeita alega que ele ultrapassou o limite da tribuna e fez críticas fora do Parlamento, o que pode caracterizar violência política de gênero. Cabe a nós analisarmos com tranquilidade”, afirmou.
Além da tensão entre a prefeita e o vereador, outros membros do PL em Várzea Grande demonstraram insatisfação interna. O presidente regional pediu que qualquer reclamação seja feita por escrito, de forma formal.
“Não adianta só falar. Se estão insatisfeitos, coloquem no papel. O que não for formalizado, eu não posso tomar atitude”, reforçou.