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Estado acelera obras e deve entregar recorde de asfalto até o fim de 2025

Apesar de compartilharem a mesma sigla partidária, os prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande, Abílio Brunini e Flávia Moretti, protagonizam um dos embates políticos mais explícitos dentro do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso. O pivô da discórdia: a decisão do prefeito cuiabano de retirar o município do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Vale do Rio Cuiabá (CISVARC), alegando corrupção, favorecimento e má gestão.

Abílio acusa o consórcio de superfaturamento nas compras públicas, com valores até 200% acima do mercado. Segundo ele, um dos casos mais emblemáticos foi a aquisição de cadeiras de rodas por R$ 4,2 mil, quando o custo real não ultrapassaria R$ 1 mil. Além disso, o prefeito afirmou haver nepotismo na administração do consórcio, ao citar que o diretor seria irmão do presidente da entidade. “Você não acha incoerente o diretor ser irmão do presidente?”, questionou Abílio em uma coletiva de imprensa.

A decisão do gestor cuiabano causou reação imediata da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, que defende a permanência no CISVARC e classificou a saída de Cuiabá como um movimento que fragiliza a saúde pública regional. Flávia também rebateu insinuações de que teria tentado aliciar a secretária de Saúde de Cuiabá para manter o município vinculado ao consórcio. “Não, não. A gente fez uma tratativa de convencimento entre as secretárias, conversando, pedindo. Foi um esforço técnico e político legítimo”, disse a prefeita.

Flávia ressaltou ainda que o enfraquecimento do consórcio pode abrir margem para que Cuiabá maior compradora de medicamentos do grupo  tente assumir a presidência do CISVARC, o que, segundo ela, comprometeria a lógica cooperativa do sistema.

Apesar das justificativas de Abílio, a decisão de deixar o consórcio provocou crise no fornecimento de medicamentos em Cuiabá. Pacientes de diversas unidades de saúde relatam falta de remédios de uso contínuo, inclusive para crianças com condições crônicas e pacientes psiquiátricos. Reportagens apontam que a saída abrupta gerou um vazio logístico e contratual.

O prefeito, por sua vez, responsabiliza fornecedores por uma espécie de “boicote” à nova gestão. “Eles estão chantageando a prefeitura porque cobramos transparência e preços justos. A compra direta, sem consórcio, é possível e mais vantajosa para Cuiabá”, disse.

Embora ambos os prefeitos pertençam ao mesmo partido político, o episódio revela uma divergência de visão administrativa e um jogo político que expõe disputas internas. De um lado, Abílio defende a centralização das compras pela capital, com discurso técnico e moralizador. Do outro, Flávia argumenta em favor da gestão integrada e critica o que considera um rompimento unilateral e prejudicial à população.

Ainda em tom ríspido na última coletiva de Flávia Moretti, respondeu duramente á imprensa: “Na coletiva dele, vocês perguntam  pra ele”.

Enquanto isso, a população aguarda uma solução definitiva que garanta o abastecimento regular de medicamentos e insumos na capital e região metropolitana.

VEJA VÍDEO:

*Sob supervisão de Gene Lannes

https://www.youtube.com/watch?v=IKSyeFc-8_s

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Fatos e Boatos

No fim das contas, fica aquela sensação difícil de explicar. Mas quem saiba, dia 28 de Abril ás 19h, alguém explique em uma tribuna de câmara! Será?
A informação que circula é de que o reajuste deve alcançar remunerações de até R$ 4 mil, o que beneficiaria diretamente uma parcela significativa do funcionalismo.
Reza a lenda que numa certa repartição pública, surgiu uma nova líder autoproclamada “coach de transformação social”.
e você conhece esse tipo de “parceiro”, cuidado: o aperto de mão pode vir com veneno. E aqui a gente avisa: a onça pode até ser parda, mas o rastro é preto no branco.
Ao que parece, a luz vermelha ainda não acendeu na sala da justiça. Se as conversas de bastidores se confirmarem nos próximos dias, o jogo muda. E talvez não dê mais tempo de apagar o incêndio.
Com essa possível reconfiguração, o partido poderá contar com uma bancada de três vereadores na Câmara Municipal, o que fortaleceria bastante sua representatividade e articulação política local.

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