Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
Os motoristas brasileiros encontraram um cenário mais favorável nos postos de combustíveis em julho. Cinco dos seis principais combustíveis registraram queda de preços no período, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O destaque foi o etanol hidratado, que ficou, em média, 2,3% mais barato em relação ao mês anterior.
Também recuaram os preços do diesel comum (-2,1%), diesel S-10 (-1,8%), gasolina aditivada (-0,7%) e gasolina comum (-0,5%). O único combustível que apresentou alta foi o gás natural veicular (GNV), que subiu 4,3% entre junho e julho.
Com a redução, os preços médios nacionais passaram a ser de R$ 6,693 por litro para a gasolina comum, R$ 6,821 para a gasolina aditivada, R$ 4,163 para o etanol hidratado, R$ 6,833 para o diesel comum, R$ 6,981 para o diesel S-10 e R$ 4,846 por metro cúbico para o GNV.
Segundo a pesquisa, o movimento de queda é resultado da combinação entre maior oferta doméstica de etanol, transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo para o mercado interno e retirada parcial das medidas extraordinárias de amortecimento de preços.
Mato Grosso está entre os estados mais vantajosos para abastecer
Apesar da redução observada em julho, o acumulado de 2026 ainda mostra alta para quase todos os combustíveis. A exceção é justamente o etanol, que acumula queda de 7% no ano.
A gasolina comum registra aumento de 6,6% em 2026, enquanto a gasolina aditivada subiu 6,1%. O diesel comum acumula alta de 11,6%, o diesel S-10 avançou 13% e o GNV aumentou 4,3%.
Um dos principais destaques do levantamento é o desempenho de Mato Grosso no indicador que compara o custo-benefício entre etanol e gasolina para veículos flex.
Etanol volta a ser a melhor escolha para muitos motoristas
A relação entre o preço do etanol hidratado e da gasolina comum ficou em 66,7% na média nacional e em 67,2% nas capitais. É o menor patamar do Indicador de Custo-Benefício Flex desde o início da série histórica, em 2017.
Na prática, quando o etanol custa menos de 70% do valor da gasolina, ele tende a ser economicamente mais vantajoso para a maioria dos veículos flex.
Mato Grosso aparece como o estado com melhor custo-benefício do país, com relação de apenas 56,3%, seguido por São Paulo (59,5%), Mato Grosso do Sul (62,2%), Goiás (62,6%), Paraná (63,9%), Distrito Federal (64,5%), Minas Gerais (66,7%) e Bahia (69,3%).
Isso significa que, para grande parte dos motoristas mato-grossenses, abastecer com etanol continua sendo a opção mais econômica.
Mercado ainda segue sob influência do petróleo e do câmbio
Mesmo com o alívio registrado em julho, os pesquisadores alertam que o mercado de combustíveis permanece sensível às oscilações do preço internacional do petróleo, à variação do dólar e às tensões geopolíticas.
Nos estados do Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará, Ceará, Sergipe e Rondônia, a gasolina ainda apresenta vantagem econômica em relação ao etanol, com índices acima do limite considerado favorável para o biocombustível.
O levantamento reforça que, embora o cenário tenha melhorado neste mês, o comportamento dos preços nas bombas continuará dependente das condições do mercado internacional e das políticas internas de formação de preços.
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