O ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa, de 36 anos, morto nessa quarta-feira (8), após ameaçar o dono de uma marmoraria em Sinop (MT), já havia sido preso em outubro de 2024, suspeito de render o empresário dono de um portal de notícias em Cuiabá.
Na época, conforme noticiado pelo Primeira Página, Ednilton e outras três pessoas entraram no restaurante onde o empresário estava. Antes disso, o grupo havia feito uma ligação ao estabelecimento para solicitar marmitas.
Quando foram buscar o pedido, os homens visualizaram o empresário e se aproximaram dele. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi colocada em um canto e obrigada a gravar um vídeo dizendo que nunca mais se relacionaria com mulher casada.
Após o empresário se recusar a gravar o vídeo, ele foi agredido com um murro próximo à orelha e ameaçado com uma arma de fogo. Funcionários do restaurante perceberam a movimentação, mas não reagiram porque um dos suspeitos estava armado.
Diante das ameaças, o empresário gravou o vídeo exigido. Em seguida, o grupo deixou o local. A vítima seguiu os suspeitos e acionou a polícia, que conseguiu prender os envolvidos.
Morte do ex-PM
Segundo a Polícia Militar, Ednilton foi morto por um policial militar da ativa após um desentendimento com o dono de um estabelecimento comercial em Sinop.
Ainda conforme a PM, o ex-policial teria ido até o local armado, com a intenção de matar o proprietário da empresa. O comerciante já vinha recebendo ameaças e, por causa da situação, chamou um amigo, que também é policial militar.

O agente foi até o comércio e encontrou Ednilton ameaçando o empresário com uma arma de fogo. Nesse momento, o policial, que também estava armado, atirou contra o ex-PM.
Ednilton foi atingido e morreu no local. De acordo com a Polícia Militar, ele havia sido excluído da corporação pela prática de extorsão.
A Polícia Civil informou que Ednilton foi atingido por um tiro no rosto. O autor dos disparos se apresentou à delegacia para prestar esclarecimentos.
Como até o momento não havia elementos para caracterizar a situação de flagrante, considerando as provas disponíveis, incluindo imagens de uma câmera de segurança externa, os suspeitos se apresentaram à polícia.
Durante o interrogatório, os suspeitos alegaram ter agido em legítima defesa.
A Polícia Civil adotou as providências cabíveis e segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias, a dinâmica e a motivação do crime.
-
Policial militar está entre 4 homens presos por render empresário em Cuiabá
-
Ex-policial condenado por matar PM em bar também é acusado de tentar matar colega em Cuiabá
-
Assessor de deputado é denunciado por estupro e violência doméstica em Cuiabá