Processo apura possíveis irregularidades na compra e utilização de cascalho e outros materiais para pavimentação.
O ex-prefeito de Campo Novo do Parecis e candidato a deputado estadual Rafael Machado (Podemos) é alvo de uma Ação Civil Pública que apura supostos atos de improbidade administrativa na compra e utilização de cascalho e outros materiais destinados a obras de pavimentação. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 12 milhões.
Também foram incluídos na ação os ex-secretários municipais Carlos Eduardo Moura Lara, Rodrigo Schweig e Márcio Antão Canterle, além do servidor público José Carlos de Andrade Marques. O Município pede o ressarcimento integral dos valores e a indisponibilidade dos bens dos envolvidos.
Segundo os documentos apresentados, entre janeiro de 2022 e setembro de 2023, a Prefeitura pagou mais de R$ 7,4 milhões pela aquisição de aproximadamente 292 mil toneladas de cascalho. Outros R$ 2,9 milhões foram destinados à compra de areia, brita, pedrisco e pó de pedra.
Uma auditoria da Controladoria-Geral do Município apontou que 261 mil toneladas de material teriam sido pagas sem os respectivos tickets de pesagem. O volume corresponde a 89,26% do total atestado e representa cerca de R$ 6,4 milhões.
O levantamento também identificou a suposta compra de materiais em quantidade superior à necessidade técnica das obras e a falta de registros sobre a aplicação de 89 mil toneladas em estradas vicinais. Conforme a ação, Rafael Machado teria sido alertado pelo Controle Interno sobre as inconsistências, mas os pagamentos continuaram.