Dezesseis vítimas identificadas em Cuiabá estão no centro da segunda fase da Operação Presente de Grego, que mira um grupo especializado no chamado “golpe do falso presente”. Segundo a Polícia Civil, apenas na Capital os prejuízos já passam de R$ 160 mil.
A ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Civil de São Paulo (SP) e Taboão da Serra (SP). Ao todo, são cumpridas 36 ordens judiciais — 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e 26 bloqueios de bens, incluindo cerca de R$ 55 mil vinculados aos investigados. As decisões foram expedidas pelo Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá.
De acordo com o delegado Pablo Carneiro, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, a investigação teve início após a prisão em flagrante de um dos integrantes do grupo, em fevereiro de 2025, na Capital.
“A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso cumpriu na manhã dessa terça-feira um auxílio da Polícia Civil Paulista, um total de 36 ordens judiciais em desfavor de um grupo oriundo aqui do Estado de São Paulo”, afirmou.
Ainda segundo o delegado, o esquema consistia em abordar vítimas com a promessa de uma suposta cesta de café da manhã ou buquê de flores, cobrando apenas uma pequena taxa de entrega.
“Os golpistas informavam que as vítimas teriam direito a um presente e só seriam que pagar o valor do entregador, com quantia entre R$ 5 e R$ 10”, explicou.
No momento do pagamento, porém, a fraude era aplicada. “Ao realizar a entrega, os suspeitos passavam na maquininha adulterada valores exorbitantes, causando graves prejuízos às vítimas”, detalhou.
Conforme Pablo Carneiro, somente em Cuiabá, foram identificadas mais 16 vítimas, com prejuízo que soma mais de R$ 160 mil”, destacou.
A partir da prisão realizada na primeira fase, a Polícia Civil apreendeu equipamentos eletrônicos que passaram por perícia, o que possibilitou identificar outros integrantes do grupo.
As investigações continuam, agora com a análise do material apreendido em território paulista, para aprofundar o rastreamento patrimonial, identificar possíveis novas vítimas e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.
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