Família em Cáceres vive angústia com desaparecimento de brasileiro na guerra da Ucrânia
Família em Cáceres vive angústia com desaparecimento de brasileiro na guerra da Ucrânia
A família do mato-grossense Jackson Aurélio Lourenço do Rosário, conhecido como Pantaneiro, vive a angústia do desaparecimento dele há quase dois meses na guerra entre Rússia e Ucrânia. Natural de Cáceres (MT), o jovem deixou a cidade em 9 de junho para integrar um batalhão de voluntários ucranianos.
Antes da guerra, Jackson havia servido por quatro anos no Exército Brasileiro, em Cáceres, experiência que, segundo a família, o motivou a se alistar como voluntário no conflito.
Jackson Aurélio Lourenço do Rosário, o “Pantaneiro”, de Cáceres (MT), está desaparecido há quase dois meses na guerra da Ucrânia. (Foto: Arquivo Pessoal)
No fim de maio, Jackson Aurélio, deixou Cáceres, e embarcou para a Ucrânia, onde se juntou como voluntário a um batalhão local. O soldado e colega de batalhão, Arisson Benevides, contou que o amigo foi enviado para uma missão de alto risco em Donetsk.
“Nos primeiros dias o Pantaneiro estava mandando mensagem normal, porque lá pega sinal. E depois de uns dias a gente perdeu o contato com ele. Só ficávamos sabendo por intermédio dos ucranianos sobre ele”, explica.
O colega de batalhão chegou a lutar ao lado dele e relatou o perigo da operação. “Em todo esse tempo aqui na Ucrânia eu nunca fui numa missão tão suicida. Vi muita gente morta por aqui”.
De acordo com Arisson, Jackson não era o escolhido para a missão. A convocação inicial era para outro brasileiro, que não tinha nenhuma experiência militar. Ao perceber o risco que o colega correria, Jackson decidiu ir no lugar dele. “O Pantaneiro ficou com dó e falou: Não, eu vou no seu lugar, irmão. Pode ficar tranquilo”, contou.
Arisson lembra ainda que, fora do campo de batalha, Jackson tinha outro sonho. “Ele queria se lançar como cantor. Já tinha seguidores no TikTok e falava que, quando saísse da Ucrânia, queria viver de música”.
Mesmo em meio ao cenário de guerra, Jackson, não deixava de cantar. Veja abaixo um vídeo em que ele aparece cantando:
Em registros antes do desaparecimento, Pantaneiro mostrava momentos de rotina e seus planos de vida fora do campo de batalha. (Vídeo: Redes sociais))
Segundo o irmão de Jackson, a última vez que a família teve contato direto com ele foi no dia 24 de julho. “Depois não caiu mais a mensagem”, contou. Desde então, a comunicação foi interrompida e nenhum canal oficial confirmou o que aconteceu.
Apesar de a família reforçar que Jackson segue como desaparecido e que não há confirmação oficial sobre sua situação, a Prefeitura de Cáceres divulgou uma nota de pesar neste domingo (14), assinada pela prefeita Eliene Liberato Dias, em que lamenta a “morte do soldado brasileiro Jackson Aurélio Lourenço do Rosário”.
O irmão dele, Marco Aurélio Lourenço do Rosário, contou que a família não tem qualquer confirmação oficial. “Uns soldados dizem uma coisa, outros falam diferente. Minha mãe e meu pai estão com a cabeça a mil. Só queremos respostas concretas, dele vivo ou morto”, desabafou.
Marco reforçou que, Jackson deve ser tratado como desaparecido até que existam informações oficiais. “Não coloquem como morto. Precisamos de notícias, não de especulação”, pediu.
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A informação que circula é de que o reajuste deve alcançar remunerações de até R$ 4 mil, o que beneficiaria diretamente uma parcela significativa do funcionalismo.
e você conhece esse tipo de “parceiro”, cuidado: o aperto de mão pode vir com veneno. E aqui a gente avisa: a onça pode até ser parda, mas o rastro é preto no branco.
Ao que parece, a luz vermelha ainda não acendeu na sala da justiça. Se as conversas de bastidores se confirmarem nos próximos dias, o jogo muda. E talvez não dê mais tempo de apagar o incêndio.
Com essa possível reconfiguração, o partido poderá contar com uma bancada de três vereadores na Câmara Municipal, o que fortaleceria bastante sua representatividade e articulação política local.